Comandante do 34º Batalhão da PM vai à Câmara mostrar dados de segurança

O comandante do 34º Batalhão da Polícia Militar do Interior, tenente coronel Luiz Marcelo Filogônio, participou da última sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada na terça-feira, 9. Indicado pelo vereador Jorge Luís Martin, o comandante mostrou dados sobre a segurança em Bragança Paulista.

Inicialmente, Filogônio explicou que basicamente há três tipos de prevenção: a primária, feita pela família, por meio da educação e valorização do ser humano; a secundária, que depende de vários órgãos públicos, pois consiste em garantir ruas em bom estado de tráfego e iluminação suficiente que iniba o crime; e a terciária, realizada pelos diversos tipos de policiamento ostensivo.

Diante disso, o comandante mencionou os programas por meio dos quais a PM atua, como a Rádio Patrulha, a Ronda Escolar, o Policiamento Tático Móvel, a Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas), o Policiamento Integrado, o Policiamento Comunitário, o Policiamento de Trânsito, o Policiamento Rural, a Polícia Rodoviária Estadual e a Polícia Ambiental.

Luiz Marcelo destacou que quanto mais a cidade cresce e seus veículos aumentam, mais se torna difícil prevenir a criminalidade. Falando sobre as dificuldades de trabalho, o comandante citou algumas funções que a PM vem desenvolvendo, mas que não fazem parte de sua função. Um desses casos é a escolta de presos que, segundo ele, é de responsabilidade da Secretaria de Administração Penitenciária do estado.

Outra função que passará a ser feita pela PM é a reserva de armas. As armas apreendidas, que até então ficavam no Fórum, passarão a ficar com a PM a partir de agora. “Isso não é atribuição da PM. O Judiciário tem que pagar a continha dele e pagar segurança para o Fórum. Não peço para ninguém tomar conta do meu quartel, por isso, não acho que devo tomar conta da casa de ninguém também. Seria interessante que o Fórum tivesse a própria segurança”, criticou Filogônio, explicando que a cada nova função que é repassada à PM, a corporação acaba tendo de se desdobrar para cumprir suas atribuições originais.

O tenente coronel falou também sobre o efetivo do Batalhão. De acordo com ele, em lei, está fixado o número de 127 policiais militares para Bragança Paulista. Porém, há apenas 106. Além disso, constam do efetivo PMs que estão afastados por férias e outros benefícios, os quais não estão efetivamente nas ruas. Filogônio esclareceu que não pode oficiar seus superiores sobre o fato, apenas pode solicitar que sejam enviados mais profissionais, o que ele tem feito.

Dados sobre o primeiro trimestre de 2012 e 2013 foram apresentados, com destaque para a queda de roubos em geral (de 74 para 37), roubos de veículos (de 14 para 8), furtos de veículos (de 91 para 23) e furtos em geral (de 449 para 172).

O comandante falou, então, sobre o disque-denúncia, que pode ser acionado por meio do número 181. A denúncia é anônima e o denunciante recebe uma senha com a qual, pela internet, pode verificar o resultado da denúncia.

Mencionando casos de policiais militares que foram presos no ano passado, Filogônio disse que se for preciso a PM corta na carne a fim de preservar a ética da corporação.

O comandante do 34º BPM/I também falou dos programas Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas) e JCC (Jovens Construindo a Cidadania). Segundo ele, agora, jovens que fizeram esses programas já estão formando suas famílias e poderão e saberão falar sobre drogas com seus filhos.

A questão da Atividade Delegada, por meio da qual o policial militar pode trabalhar em seus horários de folga, de forma oficial, para a Prefeitura e, claro, receber por isso, também foi abordada por Luiz Marcelo Filogônio. Ele defendeu que a atividade seja colocada em prática em Bragança Paulista, já que o convênio já existe.

Indagado por alguns vereadores, Filogônio falou sobre as rondas na zona rural. De acordo com ele, “na zona rural, a PM vai quando dá para ir”. Ele acrescentou que com o monitoramento na região central da cidade o crime migrou para as áreas rurais.

Foi sugerida ao comandante a atuação de conselhos de segurança em bairros, o que ele opinou ser uma boa ideia, mas a qual tem de partir da comunidade.

Outro assunto debatido foi a questão das drogas. Foi sugerido que isso tem de ser tratado como problema de saúde pública, atuando-se fortemente na prevenção. Filogônio concordou, mas disse que também é importante promover outras ações, como fechar definitivamente as fronteiras do país e colocar em prática a Lei do Abate, que permite à Força Aérea Brasileira (FAB) atirar em aviões na região de fronteira.

Sobre a integração das forças de segurança na cidade, Filogônio contou que ainda não visitou o novo secretário municipal de Trânsito e Segurança, mas que fará isso assim que puder e acredita que não se trabalha sozinho.

O vereador Jorge agradeceu a presença do comandante e cobrou do Executivo a implantação da Atividade Delegada o mais breve possível.

Essa participação ocorreu no espaço reservado à Tribuna Livre, que é de dez minutos, mas acabou durando mais de uma hora.

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