Cenas gerais das Conferências de Cultura do Município e do Estado

Semana passada rolou a Conferência Estadual de Cultura no Memorial da América Latina, em São Paulo, com a presença de mais de 800 pessoas, vindas de mais de 400 cidades. Coisa de um mês antes, tivemos a nossa 1ª Conferência Municipal de Cultura no Napa, com cerca de 80 presentes.  

No primeiro dia das duas conferências, o ouvido da população presente escutou uma série imensa de palavras de ordem positiva com relação à cultura, cumprimentos gerais e toda a ordem de conversas manjadas/comuns em eventos “oficiais” por parte das autoridades (incluindo esta que vos fala). Em São Paulo, após o papo político, rolou um cafezinho, enquanto em Bragança, um jovem representante do Ministério da Cultura deu uma geral no que é/representa a Conferência, o Sistema Nacional de Cultura, a importância dos conselhos e da sociedade civil no processo, etc.

Nas duas conferências, houve basicamente a aprovação do regimento, a discussão de quatro eixos temáticos, a aprovação de um texto com propostas vindas dos quatro eixos e, por fim, a eleição dos delegados que iriam à próxima conferência, no caso de Bragança, São Paulo, e no caso de São Paulo, Brasília.

Aqui em Bragança, foram eleitos os delegados Fred Zenorini e Ivan Montanari, representando a sociedade civil, e eu, Quique Brown, representando o poder público. O secretário Noy Camilo não participou da eleição porque é “delegado nato” e esteve conosco na Conferência Estadual.

Em São Paulo, conseguimos emplacar como delegado nosso chapa do teatro, Ivan Montanari, que foi uma das 50 pessoas eleitas dentre as mais de 800 presentes, numa aula implacável de reconhecimento e articulação. A Conferência Nacional de Cultura acontece em dezembro, na capital federal.

Em linhas gerais, as conferências de Bragança e São Paulo se assemelham e muito nas propostas. Pede-se uma participação maior da sociedade civil nas decisões do estado, a ocupação de espaços públicos e privados para fins culturais, mapeamento cultural, circulação da arte, formação de público etc.

Brasília certamente seguirá na mesma linha e não há dúvidas, pelo menos para mim, que a grande responsabilidade do sucesso da cultura brasileira está nas mãos dos municípios, que devem, cada vez mais, conhecer seus espaços e artistas, formar artistas, produtores e público e fazer com que eles circulem MUITO, pois como diz a música, “o artista vai onde o povo está” e o povo está por toda parte!

 

Quique Brown é pai de família, vereador, pedagogo, músico, sócio-diretor da Escola de Música Jardim Elétrico, autor do livro Guitarra e Ossos Quebrados, cantor e guitarrista do grupo Leptospirose e um dos fundadores/idealizadores do Edith Cultura.

 

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