Em assembleia realizada na última quinta-feira, 25, os profissionais rejeitaram a proposta da Fenaban
Na quinta-feira, 25, o Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região realizou uma assembleia a fim de expor aos profissionais da base a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a respeito dos reajustes de salários e benefícios para este ano. Como a proposta foi rejeitada pela maioria, foi decretada greve, que terá início na terça-feira, 30.
De acordo com a assessoria de imprensa do sindicato, o Comando Nacional dos Bancários já havia considerado insuficientes as propostas de caráter econômico oferecidas pela Fenaban, que incluem: reajuste de 7% no salário (0,61% de aumento real), na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e nos auxílios refeição, alimentação e creche, além de 7,5% no piso (1,08% acima da inflação), posição que foi seguida pelos bancários de Bragança Paulista e região.
“É uma novidade em relação aos anos anteriores os bancos apresentarem uma primeira proposta já com aumento real e valorização do piso. Isso é importante para nós porque é um reconhecimento da necessidade de os bancários terem aumento acima da inflação e os pisos ainda mais valorizados, mas os índices de reajuste são muito insuficientes diante do lucro do sistema financeiro. Queremos mais. Além disso, a Fenaban não apresentou propostas para proteger o emprego, combater o assédio moral e melhorar a segurança, que hoje são demandas fundamentais para os bancários”, avaliou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Nesta segunda-feira, 29, os bancários se reunirão novamente em assembleia a fim de analisar uma nova possível proposta da Fenaban. Caso não haja nova proposta ou ela seja considerada insuficiente, a categoria vai deflagrar a greve que durará até que as partes entrem em consenso sobre os reajustes deste ano.
“Pela longa tradição de luta, os bancários sabem que todas as conquistas da categoria são resultado da sua capacidade de construir a unidade nacional, de se mobilizar e de pressionar os banqueiros. Agora é hora de estreitar a unidade e intensificar a mobilização em todo o país para que possamos fazer uma campanha melhor ainda que no ano passado e alcançar novas conquistas”, acrescentou Cordeiro.
0 Comentários