Por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DI-VE), a Administração recebeu nessa sexta-feira, 14, as vacinas contra o HPV que serão administradas em todas as unidades de Programa Saúde da Família (PSF), Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS), Estratégia de Saúde da Família (ESF) e Unidade Básica de Saúde (UBS).
Até o momento, 888 meninas foram imunizadas com a dose, ou seja, nos quatro dias de início da campanha o número já corresponde a 31,71% do proposto, de acordo com a equipe responsável.
A meta do Ministério de Saúde é de que 80% das meninas sejam vacinadas, ou seja, 2.800 adolescentes do município.
Ao todo, 23 unidades de saúde estão ofertando a vacina. O horário de vacinação é das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h. A população da zona rural, com exceção da Água Comprida que possui sala de vacina, deverá procurar qualquer unidade de saúde da zona urbana, dentro dos horários citados, enquanto a população da zona urbana deve procurar a sua unidade de saúde de referência.
No município, a estratégia adotada foi a de ofertar a vacina somente na rede municipal de saúde, porém, a partir desta próxima semana, os enfermeiros responsáveis por cada unidade de saúde farão um levantamento nas escolas para avaliar o número de meninas que ainda não tomaram a dose, no intuito de utilizar a rede de ensino para conscientizar pais e responsáveis sobre a importância da vacina.
A vacina é destinada somente a meninas na faixa etária de 11 a 13 anos (até 13 anos, 11 meses e 29 dias), pois é aconselhável que a imunização seja feita antes do início da vida sexual.
Para receber a dose da vacina, as meninas deverão apresentar além da carteira de vacinação, documento original com foto (RG), lembrando que ela só será aplicada mediante a apresentação destes documentos.
O HPV
O HPV (papilomavírus humano) é um vírus que infecta a pele ou mucosas. Sua transmissão ocorre por meio do contato direto com a pele ou mucosa infectada e a principal forma de contágio é através de relação sexual.
A transmissão vertical (de mãe para filho) e o início precoce da vida sexual também são formas de contágio.
Esta infecção é muito frequente e tem tratamento, porém se não for tratada a tempo, pode se transformar em lesões mais sérias, progredindo para câncer de colo do útero.
No Brasil, o câncer de colo de útero é a quarta causa de morte por câncer entre as mulheres.
Com a inclusão da vacina no SUS, o Ministério da Saúde espera contribuir na redução dos casos.
A vacinação prossegue até o dia 10 de abril.
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