Às mulheres (de verdade)

O texto de hoje intenta prestar uma homenagem às mulheres, mas não a todas as mulheres, apenas àquelas que ousam ostentar esse nome por serem dignas dele.

Não, eu não me refiro àquelas que transformaram o corpo esculpido pelo Criador, em objeto e único fim de sua existência. Não, eu me refiro àquelas que conscientes de serem uma alma e possuírem um corpo, usam um e outro de forma sábia, donas de si e de seus desejos.

Não, eu não me refiro àquelas que se delegam um lugar inferior, quando se permitem dominar por medos ancestrais ou por homens antiquados. Eu me refiro àquelas que sabem exatamente qual o seu lugar e papel na sociedade e o ocupam com ou sem a companhia de um homem.

Também não me refiro àquelas que denigrem a imagem da mulher autêntica quando se comportam feito subespécie, desrespeitando-se a si mesmas e aos outros.

Não, eu não me refiro às que em pleno século XXI ainda desejam ser sustentadas por um marido rico e cujas vidas fúteis nada acrescentam à humanidade. Não. Eu me refiro àquelas que conhecem o sabor de provar do fruto de seu trabalho e trabalho lícito, que se converte em dinheiro que elas sabiamente empregam, dividindo-o entre a necessidade das contas e o gozo da vaidade.

Sim, eu me refiro às mulheres vaidosas, mas não àquelas, que alguém já disse, se vestem para outras mulheres, nem tão pouco àquelas que se vestem para seus homens. Eu me refiro àquelas que se vestem para si mesmas, para seu próprio deleite. E, discretas ou mais ousadas, conseguem revelar por meio de batons e lápis e sombras, sobretudo, a beleza de suas almas.

Eu me refiro às mulheres cujo olhar forte e determinado não se rende a qualquer outro olhar, nem tão pouco evita o olhar nos olhos. Eu me refiro às mulheres corajosas só pelo fato de serem mulheres.

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