Apesar de aumento, município ainda está em situação satisfatória quanto ao número de casos de dengue

A classificação foi atribuída pelo Ministério da Saúde, por meio do Levantamento Rápido de Índices para

Aedes aegypti (LIRAa), divulgado na quinta-feira, 12

 

Os números de casos de dengue em Bragança Paulista e em todo o país vêm aumentando consideravelmente. Apesar disso, de acordo com o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado na quinta-feira, 12, pelo Ministério da Saúde, Bragança está em situação satisfatória.

O LIRAa é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue e febre chikungunya. O levantamento identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor das doenças e os tipos de recipientes com água parada, que servem de criadouros mais comuns. A pesquisa proporciona informação qualificada para atuação das prefeituras nas ações de prevenção e controle, permitindo a mobilização de outros setores, além das secretarias de saúde, como os serviços de limpeza urbana e abastecimento de água.

O índice utilizado no LIRAa leva em consideração a porcentagem de casas visitadas com larvas do mosquito Aedes aegypti. Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis pesquisados. Quando as cidades têm menos de 3,9% dos imóveis pesquisados com larvas do mosquito, é considerado estado de alerta. E quando o índice está abaixo de 1% de residências com larvas do mosquito, a situação é satisfatória.

Em Bragança Paulista, o LIRAa aponta que o índice é de 0,4, com registro de 159 casos ou locais com larvas e incidência de 100,09. No município de Amparo, que já registrou uma morte por dengue neste ano, o índice é de 0,7, com 529 casos ou locais com larvas e incidência de 757,79. É importante informar que Bragança tem 158.856 habitantes e Amparo, 69.808, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A Prefeitura de Bragança Paulista informou, na sexta-feira, 13, que há 31 casos de dengue no município, sendo 21 autóctones, ou seja, com transmissão dentro do município, e dez importados, situação em que o paciente contraiu a doença em outra cidade.

A Divisão de Vigilância Epidemiológica (Dive) informou também que os bairros afetados são: Biriçá do Campinho, Santa Luzia, Jardim Recreio, Parque dos Estados e Vila Aparecida, nos casos autóctones. E Jardim Santa Helena, Centro, Jardim São José, Jardim Europa, Planejada II, Água Comprida, Jardim Iguatemi, Vila Garcia, Fraternidade, Henedina Cortez e CDHU, nos casos importados.

Como nos últimos dias houve aumento de incidência de chuvas, o Jornal Em Dia questionou a Prefeitura sobre isso. A resposta foi que a maior ocorrência de chuvas interfere sim nos casos de dengue, pois aumentam os locais com água parada. Por isso, há a necessidade de a população estar sempre alerta para não facilitar a proliferação do mosquito transmissor.

A Administração declarou, ainda, que os exames laboratoriais para confirmação ou exclusão da dengue são realizados pelo Instituto Adolpho Lutz de Campinas, laboratório de referência de saúde pública para todos os municípios da região de Campinas. Porém, os resultados dos exames demoram várias semanas para serem emitidos e, por isso, o número de casos dos meses pode ser modificado a qualquer momento na medida da chegada de novos resultados positivos. A Prefeitura acrescentou que os casos suspeitos não entram na estatística, somente após a confirmação.

“Quanto às medidas educativas, a equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (Dive) realiza rotineiramente um trabalho de conscientização, prevenção e controle sobre a doença nas casas, além de fiscalização de pontos estratégicos de alto risco ou alta circulação de pessoas (borracharias, desmanches, escolas, hospitais, supermercados)”, informou em nota a Prefeitura.

O trabalho de prevenção é feito também por meio dos agentes comunitários que atuam nas unidades de Saúde da Família. Esses profissionais fazem abordagem de casa em casa entregando folhetos informativos e verificando se existem locais que possam servir de criadouro para o mosquito, orientam para sua eliminação e tiram dúvidas sobre a doença. Nos outros bairros, este mesmo trabalho é realizado pelos agentes de controle de vetores da Vigilância Epidemiológica, conforme garantiu a Administração.

Além disso, a cada suspeita de um caso de dengue, a Prefeitura informou que é feito um bloqueio nas casas de nove quarteirões no entorno da residência e do local de trabalho ou estudo do paciente para eliminar criadouros do mosquito e buscar novos casos suspeitos, evitando a proliferação da doença naquela região. Outra medida realizada pela Administração é a atualização de treinamentos para os agentes de controle de zoonoses da Dive, enfermeiros e agentes comunitários de toda a rede de atenção básica de saúde.

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image