Bragança Paulista iniciou, na última quarta-feira, 25, um novo momento na gestão da Atenção Primária à Saúde, consolidando um modelo de trabalho voltado à humanização, à valorização das equipes e ao fortalecimento do cuidado à população. A mudança foi planejada a partir da escuta das equipes, do Conselho Municipal de Saúde e da coordenação, bem como das demandas apresentadas na Conferência de Saúde, de controle externo, ouvidoria e indicações do Legislativo, após diagnóstico dos principais desafios identificados ao longo de 2025.
A Atenção Primária – porta de entrada do sistema de saúde – é responsável por ações de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. O novo modelo mantém a maioria dos profissionais já atuantes, garantindo continuidade no atendimento, e promove avanços importantes, como salários compatíveis com a média regional, contratação com pagamento integral do piso da enfermagem, ampliação das equipes com mais 80 profissionais e reforço administrativo para que os trabalhadores da saúde possam se dedicar prioritariamente ao cuidado. Também foram contratados 30 Agentes de Controle de Endemias, integrando o combate a doenças como dengue e febre amarela à Atenção Básica.

Entre as melhorias, estão a adequação de carga horária para dentistas, farmacêuticos e equipes de atendimento domiciliar, investimentos em tecnologia da informação – com aquisição de computadores, tablets, impressoras e implantação de telemedicina – além da capacitação permanente das equipes. Um Plano de Financiamento para reforma e ampliação das unidades foi elaborado e aguarda aprovação da Câmara Municipal.
O modelo também fortalece a integração com toda a Rede Municipal de Saúde, incluindo a Santa Casa, o Centro da Mulher e da Criança e o Centro de Zoonoses, promovendo atuação articulada entre Atenção Primária, Urgência e Emergência, Vigilância em Saúde e serviços especializados. As melhorias foram viabilizadas pela mudança do contrato de gestão para convênio com entidade filantrópica, garantindo isenção de contribuições sociais federais e economia estimada em cerca de R$ 11 milhões por ano, recursos reinvestidos diretamente na qualificação da Atenção Primária.

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