Administração enfrenta problemas com a falta de médicos na UPA Bom Jesus

O prefeito Fernão Dias da Silva Leme convidou a imprensa para uma conversa, na tarde de terça-feira, 7, a respeito da UPA (Unidade de Pronto-atendimento) Bom Jesus.

De acordo com ele, há três médicos clínicos e três pediatras nos plantões diurnos. À noite, o plantão é feito por dois clínicos e dois pediatras. O prefeito afirmou que um dos problemas que a administração enfrenta é a falta de pediatras, que atinge não só à rede municipal, como todo o país. Outro agravante, segundo Fernão Dias, é que médicos que estão contratados para turnos de 12 horas, estão fazendo apenas seis.

O prefeito adiantou que esses profissionais não poderão permanecer e já estão sendo tomadas providências quanto a eles.

Conforme informações de Fernão Dias, um médico que trabalha na UPA Vila Davi ganha hoje R$ 72,00 por hora. Como são celetistas, contratados por regime da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), eles também recebem valor correspondente a férias e 13º salário. Assim, é como se ganhassem R$ 93,00 por hora. “Não é mau salário comparando com cidades da região”, avaliou Fernão Dias.

Porém, os médicos que trabalham em PSFs (Postos do Programa de Saúde da Família) ganham mais, por serem contratados por associações. Fernão Dias disse que pretende acabar com isso, contratando todos por meio de concursos, até porque o Ministério Público já está cobrando que se faça isso. “Queremos equacionar esse problema, abrir vaga para quem de fato quer trabalhar”, declarou.

Fernão Dias ressaltou que o problema da UPA Bom Jesus é apenas a falta de médicos. “O problema da UPA é só esse. Depende muito de comprometimento”, disse ele, prevendo que em julho, já com a UPA Vila Davi em funcionamento, a situação se resolva.

Isso porque, conforme declarou o prefeito, além da mudança física, haverá uma mudança estrutural no setor de Saúde.

Sobre as longas esperas no Bom Jesus e a ausência de pediatras, no último sábado, 4, Fernão Dias explicou que essa foi a segunda vez que a Unidade de Pronto-atendimento ficou sem esses profissionais. Acrescentou que foi feita uma logística diferenciada, com apoio da Santa Casa e do Husf (Hospital Universitário São Francisco) e que tudo transcorreu bem. A respeito da espera, ele disse que quando a UPA opera com apenas um pediatra o paciente acaba esperando quase seis horas, porém, segundo ele, isso é raríssimo. “A preocupação que toda a população tem com a saúde, eu tenho”, declarou, contando que monitora a UPA e que vai ao local em algumas noites para conversar com a população.

Os dados transmitidos pelo prefeito dão conta que em março de 2013, foram realizados 10.665 consultas e 13.300 procedimentos. Já em abril, as consultas chegaram a 12.303 e os procedimentos a 15.745.

Fernão Dias considerou que a demanda é muito grande e que quando a qualidade do serviço melhora, os atendimentos aumentam.

Vale registrar que o Bom Jesus também atende pacientes de municípios da região, especialmente, à noite.

A diretora administrativa da UPA Bom Jesus é Maria Izilda Magalhães, que foi secretária de Ação e Desenvolvimento Social no Governo Jango. O diretor clínico é o médico José Rolando Rivero Oliva.

Sobre a UPA da Vila Davi, que o prefeito pretende colocar em funcionamento a partir do final de junho, Fernão Dias e a vice-prefeita Huguette Theodoro da Silva, que acompanhou a conversa, ressaltaram que a população terá todas as linhas que hoje passam no Bom Jesus passando na UPA Vila Davi. O transporte coletivo para acesso à unidade será garantido à população, declararam.

Além disso, Fernão Dias adiantou que pretende abrir uma rua ligando a Rodovia Capitão Barduíno ao bairro, para facilitar o trajeto.

“Vamos tomar medidas de impacto para melhorar a vida dos bragantinos. Não vamos ficar na dúvida, vamos tomar atitude”, garantiu Fernão Dias.

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