A Copa do Mundo 2014 termina neste domingo, 13. É hora de os brasileiros retornarem à rotina de suas vidas e começarem a se preocupar com mais um evento que se aproxima: as eleições.
Durante o último mês, o país respirou futebol. Recepcionando estrangeiros ou curtindo as várias festas que a chegada da seleção brasileira até a semifinal proporcionou, os brasileiros se envolveram com a Copa de um modo tão natural e passional que foi possível encontrar especialistas no assunto das mais variadas idades.
E como foi bonito ver esse clima de descontração e de envolvimento com algo tão nosso. Pena que a seleção tenha decepcionado e não tenha feito a sua parte para que essa festa pudesse ser coroada com o Brasil na final.
Mas, voltando a falar do próximo evento grandioso para o país, e muito mais importante que um campeonato esportivo, sabemos que não vamos ver nas atitudes do nosso povo a mesma garra, o mesmo empenho e a mesma disposição em parar na frente da televisão e assistir à propaganda eleitoral, aos pronunciamentos dos políticos que concorrem à eleição deste ano, nem, muito menos, em pesquisar suas atuações anteriores, o que também é lamentável.
Isso porque acreditamos que se os eleitores conhecessem melhor os candidatos e seus aliados, os patrocinadores de suas campanhas, os apoiadores, teriam mais informações para auxiliar na hora do voto, na hora da escalação do time de governantes que terá a responsabilidade de comandar o país de 2015 a 2018.
Os candidatos se aglomeram. Até esse sábado, 12, havia 11 pedidos de registro para o cargo de presidente e vice-presidente, nove para o governo estadual paulista, 10 para senador, 1.314 para a disputa como deputado federal e 1.888 para deputado estadual.
Os dados nos levam a crer que opções não faltam e que, assim, não haveria justificativas para votos nulos. Porém, está se tornando comum ouvir de pessoas que sempre fizeram questão de ir às urnas e registrar sua posição que, neste ano, não votarão ou anularão o voto. Apesar de esse não ser o caminho correto para a mudança que tanto se almeja, vale a pena atentar que a população dá sinais de que está verdadeiramente decepcionada com a classe política diante de tantos casos de corrupção, escândalos e notícias sobre mau uso do dinheiro público.
Como reverter esse quadro e mostrar que ainda há políticos em quem os eleitores podem confiar é tarefa para os candidatos da vez. Resta saber se eles estão preocupados com isso ou se novamente vão encenar o candidato politicamente correto e honesto e deixar a máscara cair após o 5 de outubro.
Mas, mesmo com tantas decepções e motivos para acreditar que o meio político está contaminado com maçãs envenenadas pela corrupção e por más condutas, o eleitor não deve desanimar e deve fazer sua vontade valer por meio do voto. É a única arma que temos e que pode, efetivamente, implicar em alguma mudança.
Uma boa semana a todos!
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