Hoje novamente voltamos a falar da Saúde em Bragança Paulista, aproveitando as informações que foram divulgadas e debatidas durante a reunião do Conselho Municipal de Saúde, na sexta-feira, 15.
Ficou bastante evidente a mensagem da secretária municipal de Saúde de que ela e sua equipe estão tentando reorganizar os serviços da área na cidade. Como ela mesma enfatizou por várias vezes, todas as ações que estão sendo feitas são de acordo com a lógica do SUS (Sistema Único de Saúde).
Porém, a impressão que se tem ao ouvir as explicações dadas pela secretária é de que até então tudo o que se fazia em termos de Saúde em Bragança Paulista estava errado.
O setor não caminha bem e isso não é privilégio de Bragança Paulista, porém, no governo anterior, do ex-prefeito João Afonso Sólis (Jango), não havia tantas reclamações sobre demora na marcação de exames, consultas e na dispensação de medicamentos, como já houve e ainda há no governo atual. Reclamações sobre Jango e sua equipe eram muitas e sobre as mais diversas situações, mas, na Saúde, talvez um dos poucos registros de descontentamento da população era quanto à demora para o atendimento na UPA Bom Jesus. Nada além disso.
Outro ponto interessante a se ressaltar é o fato de a secretária municipal de Saúde explicar que muitas dificuldades que estão sendo enfrentadas na cidade também são comuns a outros municípios. Ora, temos que seguir bons exemplos, olhar para lugares onde as coisas caminham igual ou melhor que aqui e não achar que porque em outros lugares também há problemas para realizar determinada licitação, por exemplo, é aceitável que isso também ocorra em Bragança. Não.
Mais uma vez, voltamos a questionar e a comparar as licitações em geral, da área da Saúde, nesse caso específico, com as que se realizam todos os anos para a Festa do Peão ou para o Carnaval. Por que os processos licitatórios dos eventos não atrasam? Não são julgados desertos? Por que não se toma como exemplo esses casos e então se aprende a fazer as coisas com planejamento e antecedência necessária para que os munícipes não precisem recorrer ao Judiciário para obter o atendimento prescrito pelo médico?
Infelizmente, enquanto a Administração não estiver fazendo a sua parte e continuar demorando em atender os pacientes que precisam de cuidados urgentes, teremos que orientar os munícipes a procurarem o Juizado Especial da Fazenda Pública, que surge como uma luz no fim do túnel, a última esperança para quem realmente precisa de atendimentos médicos. Uma luz, aliás, que muito pouca gente conhece e que pode fazer com que a Prefeitura seja obrigada judicialmente a prestar o atendimento adequado. E, então, certamente, a imprensa será responsabilizada por eventual rombo no orçamento da Saúde, que terá de cumprir as ordens judiciais. Contudo, antes ser responsável por danos financeiros do que por danos, até irreparáveis, à saúde de quem quer que seja.
Uma boa semana a todos!
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