O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

A Páscoa e as mudanças dos tempos

Eis que findada a quaresma, mais um domingo de Páscoa se inicia. E, com ele, todos os preparativos para um dia especial. Almoço em família, ovos de chocolate, mas quem sabe mesmo qual é o motivo da data de hoje, do feriado da última sexta-feira?

Para o povo cristão, a Páscoa é tão significativa quanto o Natal. Se no Natal, vemos o sim de Maria se concretizar e trazer ao mundo o Salvador, na Páscoa, vemos Jesus concluir sua missão e entregar-se à morte para nos salvar, mas, mais importante que isso, testemunhamos sua ressurreição, o gesto concreto do Deus do amor que mostra a quem tiver olhos para ver que o propósito da vida não é a morte, e sim, a vida plena em Cristo.

Ocorre que, nos dias atuais, está cada vez mais difícil associar as datas religiosas com seus reais significados. O apelo do sistema capitalista e do mundo consumista em que vivemos nos mostra coelhos, ovos de chocolate, tudo aquilo que se pode vender, gerar lucro.

Só que não podemos nos deixar levar pelo que a massa pensa, agir como ela age. Nós, cristãos, temos de insistir em manter as tradições religiosas e passar às crianças os ensinamentos que recebemos, não podemos deixar nos abater pela desculpa de que os tempos são outros ou de que o mundo mudou.

Sim, é verdade que muita coisa mudou no mundo, mas ainda assim é importante refletir. Se Jesus estivesse nos dias de hoje entre nós, seria Ele absolvido ou novamente crucificado? Estaríamos entre os amigos mais próximos de Jesus, chorando por sua injusta condenação ou, como Judas, estaríamos dispostos a entregá-Lo por algumas moedas de prata? Ou bradando pela soltura de Barrabás?

O mundo, desde o início dos tempos, está em constante transformação. Nós também, desde nosso nascimento passamos por mudanças. Mas elas não justificam que nos tornemos indiferentes às necessidades dos menos favorecidos, dos mais necessitados. Temos de atender ao pedido do Papa Francisco e combater a globalização da indiferença, não deixar que ela se dissemine entre nós. Pois, do contrário, estaremos praticando o silêncio cúmplice, igualmente condenado pelo papa, repetindo a crucificação de Jesus nos nossos dias, fazendo com que aquela cena terrível permaneça viva em nosso meio através da fome, da miséria, da humilhação, da falta de dignidade humana.

Que cada um de nós possa fazer a diferença em nosso meio de convívio e que este não seja mais um domingo de Páscoa entre tantos outros, mas seja o domingo da Páscoa da renovação, de mudanças concretas em nossas vidas.

Uma Feliz Páscoa e uma ótima semana a todos!

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player