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Eleição é coisa séria!

Estão marcadas para este domingo, 13, manifestações em todo o país contra o Governo Dilma, em sua maioria, pedindo o impeachment da presidente. Já na última sexta-feira, 13, ocorreram protestos em favor do governo em 23 capitais.

O país está tomado por uma onda de insatisfação com o atual cenário de crise que, é bom recordar, já era anunciado antes das eleições do ano passado. Onda essa fomentada pela grande mídia que age no tom do quanto pior melhor. E quem ganha com isso?

A crise financeira paira em vários países do mundo há alguns anos. No Brasil, o problema é que ela veio acompanhada de escândalos de corrupção nunca antes divulgados.

Mas o que a população tem que enxergar é que a corrupção não é exclusividade da classe política. Ela começa nos pequenos atos cotidianos, como apresentar atestado médico falso, falsificar carteirinha de estudante, roubar TV a cabo, furar fila, colar em provas, subornar policiais para evitar multas, enfim, a prática do famoso jeitinho brasileiro de ser. E por que a ilusão de que ele não se instalaria na política?

Por que o jeito de ser de uma pessoa não a acompanharia depois de eleita a algum cargo público? Afinal, a mesma falta de ética e de caráter que se tem de ter para cometer os pequenos atos de corrupção é que leva as pessoas a se envolverem em grandes escândalos como os que estamos assistindo. A única diferença é que na política o terreno é mais fértil para a corrupção, as possibilidades são infinitamente maiores.

O que estamos propondo não é o perdão aos corruptos. Ao contrário, esperamos que sejam julgados e punidos. Mas o nosso alerta é no sentido de que se queremos fazer um país melhor, temos de começar pela nossa casa. Sim, da nossa humilde residência, onde somos exemplos para nossos semelhantes, especialmente para nossos filhos, que se espelham nos adultos para viver.

Não adianta cobrar a eliminação da corrupção, desejando que a classe política seja abolida, e continuar estacionando em vaga exclusiva de idoso ou deficiente, “emprestar” criança de colo só para não enfrentar fila em bancos ou lotéricas ou tentar levar vantagem em qualquer oportunidade que aparecer. É necessário ter respeito para ser respeitado.

E falando em respeito, entendemos que eleição realmente é coisa séria num país que vive a democracia como o nosso. Ainda que boa parte da população esteja descontente com o governo, o resultado das urnas tem de ser respeitado, sob pena de se abrir precedente perigoso para o país. Então, a opinião dos eleitores que foram às urnas nos dias 5 e 26 de outubro, registrada por meio do voto, não valeu de nada? Basta convocar um manifesto e ir para as ruas para mudar tudo? Ora, não se pode admitir que os protestos tenham mais legitimidade do que uma eleição.

A população deve sim ir para as ruas, não só neste 15 de março. Deve participar ativamente da política, mas para cobrar mudanças, melhorias, como a reforma política ou o combate ao mau uso do dinheiro público. Mas todo jogo tem suas regras e é por isso que entendemos como um retrocesso a tentativa de desestabilizar o governo perante o mundo e fazer da população brasileira massa de manobra.

Uma boa semana a todos!

 

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