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A rotina dos brasileiros pós-eleições

As Eleições 2014 serviram como um divisor de águas na vida dos brasileiros em muitos aspectos. Posições que até então eram renegadas pelos então candidatos, após o pleito, foram assumidas pelos agora governantes devidamente empossados e trarão consequências para todo o país.

Em âmbito nacional, uma das mudanças anunciadas e que passa a valer a partir de março, caso seja aprovada pelo Congresso em até 120 dias, é a exigência de mais tempo de serviço para quem vai pedir o seguro desemprego pela primeira vez.

Na campanha do ano passado, Dilma Rousseff, candidata à reeleição, negou que fosse necessário qualquer ajuste fiscal ou qualquer alteração nos direitos trabalhistas ou previdenciários. E mal 2015 começa e já vem o anúncio da medida. O trabalhador que solicitar o benefício pela primeira vez terá de ter trabalhado por 18 meses nos 24 meses anteriores. Na segunda solicitação do benefício, ele terá de ter trabalhado por 12 meses nos 16 meses anteriores e, a partir da terceira solicitação, terá de ter trabalhado, pelo menos, por seis meses ininterruptos nos 16 meses anteriores. Em conjunto com outras medidas anunciadas pelo governo, as mudanças no seguro desemprego vão significar uma economia de cerca de R$ 18 bilhões por ano a partir de 2015, como propaga o Ministério do Planejamento.

Também em nível nacional, a conta de energia elétrica dos brasileiros vai ficar mais cara em 2015. O programa de bandeiras, que desde 2013 vinha sendo anunciado e que deveria entrar em vigor em 2014, foi adiado para 2015, justamente para que a medida não causasse impacto negativo no ano eleitoral. É claro que não é esta a justificativa oficial do governo, mas sabemos ler nas entrelinhas. A previsão é que o aumento chegue a até 25% no ano, o que vai refletir não apenas nas contas das residências, mas dos estabelecimentos comerciais, educacionais e indústrias. E os brasileiros vão pagar a conta.

Já no cenário estadual, vemos o governador Geraldo Alckmin, também reeleito, assumir que o racionamento de água já estava ocorrendo desde o ano passado na Grande São Paulo, fato que ele negou durante a campanha. Ora, que novidade. E porque desgraça pouca é bobagem, como diz o ditado, os paulistas que não conseguirem economizar água, ainda pagarão uma sobretaxa, uma espécie de multa pelo gasto.

Aqueles que gastarem até 20% a mais do que a média do período entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014, pagarão multa de 40%. Os que tiverem consumo de mais de 20% sobre a média do período arcarão com multa de 100% sobre o consumo excedente.

Por que será que os governantes não se preocupam em voltar seus olhares para os próprios umbigos e cortar gastos que não afetam a população, como reduzindo o número de funcionários comissionados nas três esferas, reduzindo os próprios salários, fazendo economia nos gastos de seus gabinetes e uma infinidade de outras benesses que não lhes são merecidas a julgar pelas presepadas que decidem fazer?

Utopia nossa? Sim, pode ser mesmo. Enquanto o povo brasileiro não reagir a esses desmandos, nós pagaremos a conta, cada vez mais alta.

Uma boa semana a todos!

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