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Agente de saúde critica atuação da ABBC em postos de saúde

Participação da funcionária foi uma tentativa de mostrar a precariedade do serviço de saúde a fim de convencer mais vereadores a assinar a Comissão Especial de Inquérito sobre o assunto, mas, a princípio, não surtiu o efeito esperado

 

Nessa terça-feira, 9, foi realizada mais uma sessão ordinária na Câmara Municipal de Bragança Paulista. Na Tribuna Livre, houve a participação da agente comunitária de saúde Silvana Albernaz, que foi apresentada pela vereadora Gislene Cristiane Bueno.

Silvana contou que trabalha no posto de saúde do Toró e que estão havendo divergências entre os funcionários e a ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária), organização social responsável pela administração da atenção básica e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e UPA (Unidade de Pronto-atendimento) em Bragança Paulista.

De acordo com a agente comunitária, depois que a ABBC assumiu o comando, foram retirados desse posto funcionários que prestavam atendimento especializado, como fonoaudiólogo e fisioterapeuta. Ela disse, ainda, que há pacientes que vão ao posto e não têm conseguido retirar medicamentos devido a procedimentos burocráticos implantados.

Além disso, Silvana contou que enfermeiros que já atuavam no posto havia alguns anos foram prejudicados pela ABBC em fase de entrevista em recente processo seletivo realizado, sendo, então, demitidos, o que causou grande descontentamento em pacientes, pois eles já estavam acostumados e relatavam bom atendimento por parte desses profissionais.

Silvana também denunciou que a ABBC contrata os profissionais por três meses por meio de certa empresa e depois demite, contratando por meio de outra empresa, não criando vínculo com os funcionários.

A vereadora Gislene leu a carta aberta que foi escrita pelos pacientes do posto de saúde do Toró contra a demissão dos enfermeiros. Acrescentou que os materiais que vêm sendo colocados à disposição no posto são de baixa qualidade e que estão faltando medicamentos.

Além de cobrar providências da Prefeitura, Gislene apelou que mais colegas assinem o requerimento para se formar a CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Saúde. A vereadora contou que reformulou o documento, que agora pede a investigação apenas da demora para a realização de exames, mas, mesmo assim, havia conseguido a assinatura de apenas três colegas, os mesmos que assinaram o primeiro requerimento. Ao final da sessão, o vereador José Gabriel Cintra Gonçalves informou que também o assinou. Assim, agora são cinco os vereadores que apoiam a CEI da Saúde: Gislene, Gabriel, Jorge Luís Martin, Miguel Lopes e Paulo Mário Arruda de Vasconcellos.

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