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Passeata na manhã de sábado pede a reforma do Carrozzo

Na manhã de sábado, 12, foi realizado o II Ato de defesa do prédio do antigo Carrozzo.

A passeata, organizada pelo MOB (Movimento Outra Bragança), começou em frente ao prédio do antigo Cine Bragança, passou pela Praça Central, Rua Coronel Osório, Largo das Pedras e se dirigiu até o Carrozzo, nas proximidades do Jardim Público.

De acordo com os organizadores, cerca de 50 pessoas participaram do ato, que teve sua concentração desde as 10h, com início da passeata por volta do meio-dia. Às 13h30, foram encerradas as atividades.

O grupo pede a reforma e restauro do prédio histórico e a criação de um Centro Cultural no local.

Ao contrário da primeira passeata realizada, desta vez, nenhuma viatura da Guarda Municipal realizou a sinalização do trânsito durante o trajeto.

A organização informou ao Jornal Em Dia, porém, que ofícios foram enviados à Secretaria Municipal de Trânsito e Segurança.

Antes do início da caminhada, os membros do MOB e outros ativistas culturais caminharam pelas ruas centrais de Bragança, divulgando a luta do grupo e a falta de cuidado com o próprio público, por parte da Prefeitura.

No momento, aguarda-se por parte do Poder Executivo a assinatura de ordem de serviço para início de obras de reforma e restauro do prédio.

O imóvel, que inicialmente abrigou o Teatro Carlos Gomes e mais tarde o Colégio São Luiz e o Colégio Técnico João Carrozzo, encontra-se completamente deteriorado, em iminente risco de cair.

A situação se agrava a cada dia, pois vândalos e usuários de entorpecentes entram no local a qualquer hora e contribuem para o estrago que os anos de abandono provocaram.

O prédio já sofreu dois incêndios recentemente.

RETROSPECTIVA RECENTE

10 de junho de 2010 – Incêndio de grandes proporções atinge o histórico prédio e destrói cerca de 20% do edifício. Causas ainda são desconhecidas e cena gera revolta em moradores da cidade, especialmente pela falta de proteção ao patrimônio público.

11 de junho de 2010 – Em cerimônia no Palácio Santo Agostinho, Prefeitura e FUPAM (Fundação para Pesquisa Ambiental) assinam convênio para execução do projeto de reforma e restauro do prédio. O projeto do renomado arquiteto Affonso Risi é apresentado.

17 de dezembro de 2010 – Novo convênio para restauração do Colégio São Luiz é assinado entre a Prefeitura e o Departamento de Apoio e Desenvolvimento às Estâncias (Dade). O primeiro valor foi de cerca de R$ 2.600.000,00 e, esse, de R$ 3.449.993,31, com prazo de vigência de 720 dias.

5 de abril de 2011 – Na tribuna da Câmara Municipal, o vereador Miguel Lopes pede que reforma do Colégio São Luiz não aconteça: “Não sou contra o teatro, mas espero que isso não aconteça. Temos que ir na prioridade”, afirmou, referindo-se a obras de infraestrutura, como recapeamento de ruas. Outras frases polêmicas foram: “Peço apoio dos vereadores para que essa obra não aconteça” e “Vamos jogar R$ 10 milhões no teatro?”.

25 de abril de 2011 – Um grupo de ativistas culturais se reúne para programar uma passeata em defesa da construção do Centro Cultural.

7 de maio de 2011 – Passeata em defesa do Centro Cultural ocorre com presença de cerca de 80 pessoas, que saíram da Praça Central e foram até o prédio histórico, dando as mãos num gesto de abraço simbólico.

9 de maio de 2011 – Um dia antes da data que seria realizada licitação para contratação de empresa para o serviço de reforma e restauro do antigo Colégio São Luiz, a empresa Salp Construções Ltda. consegue suspender a licitação, através de despacho do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo. A alegação era de supostas falhas no edital.

4 de junho de 2011 – Prefeitura publica nos Atos Oficiais nova data para licitação: 11 de julho.

11 de julho de 2011 – Finalmente, tem início o processo de contratação da empresa para a obra. 12 empresas demonstram interesse e apresentam documentação e propostas comerciais.

2 de agosto de 2011 – Vice-prefeito Gonzaga Mathias vai à Câmara falar sobre obra de reforma do antigo Colégio São Luiz e vereadores questionam contratação da FUPAM sem licitação.

9 de agosto de 2011 – Prefeitura suspende temporariamente a licitação. A alegação era de que se precisava de maior tempo para análise das propostas.

18 de agosto de 2011 – suplente de vereador Moufid Doher protocola, na Câmara Municipal, solicitação de abertura de CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar a contratação da FUPAM, para elaboração do projeto executivo da obra. Apesar da assinatura de quatro vereadores (Moufid, Toninho Monteiro, Miguel Lopes e Mário B. Silva), a CEI não saiu do papel até hoje.

1º de setembro de 2011 – A licitação é retomada e dez empresas são habilitadas.

15 de setembro de 2011 – Ocorre a abertura das propostas comerciais e a empresa Flasa Engenharia e Construções Ltda, com sede em São Bernardo do Campo, apresenta o menor preço. Aguardava-se o aval da Secretaria Municipal de Obras para continuidade do processo.

21 de setembro de 2011 – Secretário municipal de Obras, Claudimar Nagib, informa à reportagem do Jornal Em Dia que sua secretaria já finalizou a análise e que a empresa Flasa Engenharia e Construções Ltda. recebeu o aval para ser a vencedora da licitação.

29 de setembro de 2011 – Prefeitura suspende a licitação para contratação de empresa objetivando a execução da obra de reforma e restauro do prédio do antigo Colégio São Luiz, com base na orientação do Ministério Público local.

28 de outubro de 2011 – Em defesa da obra de reforma e restauro do Colégio São Luiz, ativistas protocolam abaixo-assinado no Ministério Público. O documento pedia a investigação de possíveis irregularidades, mas a permissão para continuidade da obra.

Fevereiro de 2012 - Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), colegiado formado por 11 promotores, recomenda à Promotoria de Bragança que a licitação e contratação da empresa para a obra devem seguir o curso normal e paralelamente se desenvolveriam as investigações, não havendo arquivamento do inquérito.

6 de março de 2012 – Dois anos depois do início do processo para a obra de reforma e restauro do Colégio São Luiz, durante sessão da Câmara, Nataniel Marcos Bádue Filho, representando a ABRAA (Associação Bragantina dos Amigos das Artes), se opõe à reforma do prédio histórico da forma como está previsto no projeto atual. Afirmando que o prédio ainda tem elementos da época em que foi construído, defende que o projeto seja revisto e que a obra consista em restauro do teatro, resgatando sua função original.

29 de março de 2012 – Acontece a 1ª Plenária em Defesa do Belo. A reunião foi realizada no auditório José Nantala Bádue e contou com a presença do arquiteto Affonso Risi, autor do projeto para a reforma e restauro do São Luiz, além de autoridades e manifestantes a favor da obra.

7 de abril de 2012 – Sábado de Aleluia. Manifestantes penduram bonecos de Judas nos portões do prédio que abrigou o Teatro Carlos Gomes e o Colégio São Luiz, além de outras instituições, protestando contra a falta de cuidados com o imóvel histórico e também contra a demora para o início da obra, que tem verba já reservada do DADE (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias).

12 de abril – Prefeitura publica, sete meses depois da abertura dos envelopes, a classificação da empresa vencedora da licitação para a obra de reforma e restauro do antigo Colégio São Luiz.

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