Empresa bragantina faz chuvas artificiais sem química

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Empresa bragantina faz chuvas artificiais sem química

Diretora apresentou o trabalho durante sessão e pediu incentivo

fiscal aos vereadores

 

Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Bragança Paulista de terça-feira, 16, foi apresentada, na Tribuna Livre, pelo vereador Marcus Valle, a diretora Majory Mie Imai, da empresa Modclima Pesquisa e Desenvolvimento Ltda., empresa que faz indução de chuvas localizadas. Ela apresentou o trabalho, exibindo alguns vídeos e discorreu sobre a importância dos incentivos fiscais para empresas de tecnologias limpas.

Fundada em 2007, a Modclima tem como foco buscar soluções limpas e sustentáveis para suavizar os efeitos das mudanças climáticas e promover a recuperação do clima e do meio ambiente. A tecnologia desenvolvida pelo pai de Majory, o engenheiro Takeshi Imai, falecido há algumas semanas, consiste na indução de chuvas localizadas, que podem trazer enormes benefícios relacionados ao abastecimento, biodiversidade, agricultura, incêndios florestais, energia e silvicultura.

“Meu pai optou por dedicar sua vida à pesquisa com tecnologias limpas após uma experiência que o marcou negativamente”, contou Majory. “Ele fez parte de uma equipe que desenvolveu uma motosserra gigante e cortou um jacarandá maravilhoso em 25 minutos, o que o deixou estarrecido e o fez mudar o foco do trabalho”.

O método usado para fazer chover consiste em “semear” as nuvens: aeronaves bimotoras são preparadas e carregadas com cerca de 300 litros de água. Por meio de um equipamento específico, essas aeronaves soltam gotas d’água de tamanho controlado dentro de uma nuvem. “Essa gota entra em um processo de colisão e coalescência que induz uma chuva natural”, detalhou Majory.

As chuvas artificiais já foram realizadas nos Estados Unidos, na década de 30, porém, foram proibidas porque o método envolvia o uso de substâncias tóxicas. Majory, entretanto, fez questão de frisar que a tecnologia desenvolvida por seu pai é limpa, não usa qualquer tipo de aglutinante químico. “O processo é físico e envolve princípios de termodinâmica e transferência de calor, como ocorre no desenvolvimento natural de uma nuvem”, esclareceu a diretora, que completou: “O que fazemos é usar água de forma a acelerar o processo para provocar chuva em uma área específica”.

Como a água potável é a única matéria-prima necessária para a indução das chuvas, a empresa trabalha junto à Sabesp. “Já estamos no sétimo contrato com a empresa e com 12 anos de experiência, 1.000 horas de voo, aproximadamente 600 chuvas realizadas e desenvolvimento de novas pesquisas e know-how próprio”, disse Majory. “O índice de aproveitamento em voos de semeação é de 78%”, segundo ela.

Com um trabalho tão bem sucedido, a empresa bragantina já ganhou prêmios no exterior, como um prêmio da ONU por meio do United Nations Convention to Combat Desertification (UNCCD) e uma medalha de ouro das Ciências e Tecnologias de Água no 7º Cannes Water Symposium de 2005 em Cannes, na França.

Na sessão ordinária da Câmara, Majory pediu o apoio dos vereadores e poder público para ter incentivo fiscal. “Somos uma empresa bragantina, com iniciativa privada, mas que traz um benefício coletivo”, afirmou, ressaltando que é difícil para a empresa arcar com carga tributária e investimentos caros em pesquisa. “Temos projetos que estão parados por falta de recursos”, apontou.

O pedido foi apoiado pelos vereadores. Marcus Valle, Rita Valle, Juzemildo Albino da Silva e Paulo Mário Arruda de Vasconcellos expressaram os sentimentos pelo falecimento do pai de Majory, Takeshi, parabenizaram o trabalho da empresa e reforçaram a importância de dar o apoio por meio da lei.

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