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ÁGUA, CAFÉ E TRANSPORTE PÚBLICO

Se eu fosse vereador em Bragança, depois das manifestações na última “quase sessão”, levaria meu cantil e minha garrafa térmica. Na carta “quase lida” e escrita pelos manifestantes, nem os gastos com os copinhos d’água e cafezinho passaram batido. Pode parecer um exagero, é verdade, mas em tempos de crise e tomada de conscientização, qualquer real mal gasto pode soar estranho aos ouvidos de quem está louco por moralização na política.

 

“FABIANA, DEVOLVE A GRANA”

Não é de hoje que a vereadora Fabiana é um dos alvos preferidos dos que protestam. Ela é apenas uma das que está sendo investigada no caso das verbas de representação, que a maioria dos vereadores da época quase que “incorporaram ao salário”. Se condenados, muitos ali vão ter que devolver uma bela quantia aos cofres públicos, que somando dá mais de R$ 2 milhões. Particularmente, não acho correto ficar chamando os vereadores de ladrões, ainda mais quando estão se defendendo na justiça.

 

AH, SE PUDÉSSEMOS PROVAR...

O caso da verba de representação é emblemático. Na época da “criação” da “facilidade”, apenas o vereador Marcus Valle foi contra, alegando que isso poderia resultar em ação pública contra os vereadores (o que acabou acontecendo). Junto com ele, embarcaram apenas o Dr. Gentil e o Nicola, que não fizeram uso da benesse. Pra usar a verba bastava apresentar notas fiscais. Diz a lenda que teve gente colocando 60 litros de gasolina em carro que só cabia 40...

 

“VOCÊ SUMIU, RAPAZ...”

O professor Régis Lemos, quando me encontra, é muito cordial e amistoso. Sempre pergunta sobre a minha barba. Da última vez que nos vimos, perguntou por que eu tinha sumido da Câmara. Esta é uma das justas reivindicações dos que foram à casa de leis: o horário das sessões precisa voltar para a noite, nem que seja às 18h, às 16h não dá pra quem trabalha ou estuda comparecer. Se a intenção não é tirar o povo de dentro da Câmara, está mais do que na hora de voltar ao horário antigo.

 

SABESP TEM UM MÊS PRA CONVENCER A PREFEITURA

O contrato de 30 anos já venceu em 2009 e a cidade ainda não renovou. Ainda na gestão passada, os vereadores brigaram muito com a Sabesp, pois ela não aceita o percentual do repasse dos lucros para o município e ainda quer fazer um novo contrato com renovação automática depois dos primeiros 30 anos. O Governo Fernão também está se mostrando bastante firme em relação à empresa e deu um prazo de um mês para que a mesma apresente argumentos e justificativas de investimentos na cidade que os convença a renovar o contrato.

 

QUE TAL ESSA FIRMEZA TODA NO TRANSPORTE PÚBLICO?

Já pensou se a Câmara e a Prefeitura tivessem essa mesma postura perante a N. S. Fátima? Certamente o povo teria um serviço mais próximo do que merece e estaria pagando mais barato. Por que eles não agem assim quando o assunto é o transporte público? Tomara que eles não ensinem a Sabesp a convencer os vereadores e a Prefeitura de que estão prestando um bom serviço...

 

HORÁRIO, TRIBUNA E LIBERDADE

Voltando à pauta de reivindicações na Câmara, além do horário, precisamos também de uma tribuna realmente livre, sem essa de um “padrinho político” apresentar o cidadão que quer soltar a voz durante a sessão. É claro que será preciso certo limite, se não vai o mesmo cara falar sobre a Herbalife toda semana lá, mas se o nome é Tribuna Livre, seria muito melhor pra todos que o cidadão só precisasse se inscrever e pronto. Vai ser melhor até pros vereadores, que não terão mais a responsabilidade de autorizar a fala de cidadãos descontentes com a atuação do poder público.

 

A “QUASE  SESSÃO”  DE  QUINZE MINUTOS

Ao longo desses anos, já vi sessões na Câmara que duraram horas e se estenderam madrugada adentro, principalmente quando os vereadores divergiam sobre projetos polêmicos, ou queriam aprovar algum nas costas do povo. Também já vi sessões muito rápidas, com apenas duas ou três moções na pauta e nada mais. Agora na última, gostaria até de procurar nos anais da casa, mas pode ter sido um novo recorde: quinze minutos de sessão! Era só ter deixado o povo falar logo de cara, que a sessão poderia ter transcorrido normalmente.

 

FESTIVAL DE INVERNO – MUITA GENTE SAIU DA TOCA

Na última quinta, nosso Festival de Inverno contou com uma atração internacional de peso: C. J. Ramone. O cara simplesmente fez parte de uma das bandas mais lendárias de todos os tempos. Não deu outra, o evento foi um grande sucesso e o Tanque ficou lotado! Segundo o pessoal da própria secretaria, muita gente veio de fora prestigiar o evento, mas eu vi também muita gente aqui da terra da linguiça que confesso que não via na rua desde os anos noventa. Isso é prova de que o festival, se bem planejado e realizado, pode atrair um público cada vez maior, o que vem acontecendo a cada ano. Sem contar que esse ano a programação está mais eclética. Tem eventos pro pessoal do samba, do rock, da MPB, da erudita, pras crianças e pros adultos (no caso do teatro). É claro que não é só mérito desta gestão, afinal, a cada ano que passa o festival apresenta uma novidade que o melhora e o público está se acostumando a prestigiar o evento.

 

MÚSICA NA PRAÇA

Um bom exemplo disso são as apresentações musicais na Praça Raul Leme. Todos os anos a SMCT tenta horários e atrações diferentes pra ocupar bem um espaço tão importante e aconchegante quanto a “velha praça”. Tudo indica que dessa vez deu certo. A Happy Hour musical agradou bastante o público das cinco e meia da tarde na sexta feira. Mesinhas e decoração foram colocadas em frente o pergolado no melhor estilo Campos do Jordão. Parabéns pela ideia, secretaria!

 

SISTEMA NACIONAL E CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA

Já faz anos que o Conselho Municipal de Cultura vem “brigando” (literalmente) com o poder público para conseguir implantar projetos culturais na cidade. Uma coisa que faz tempo que estamos discutindo no conselho é a adesão de Bragança ao Sistema Nacional de Cultura, o que facilitaria muito a nossa vida quando o assunto for o desenvolvimento, as verbas e a implantação de projetos e políticas públicas voltadas à cultura na terra da linguiça. Como muita coisa é resolvida no poder público aos quarenta e cinco do segundo tempo (quando não na prorrogação), Secretaria Municipal de Cultura e Conselho têm até agosto para realizar a Conferência Municipal de Cultura, uma das exigências do estado para que o alinhamento cultural ocorra e Bragança possa aderir ao Sistema Nacional. Está todo mundo empenhado em fazer as coisas acontecerem neste sentido. Todo artista e cidadão bragantino pode e deve participar! Procure o COMCULTURA, temos um grupo no Facebook pra você fazer parte e colaborar.

 

PRA FINALIZAR

“A felicidade é parecida com a liberdade, pois toda gente fala nela e ninguém a goza” (Camilo Castelo Branco)

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