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QUANTO MAIS PEDEM, MENOS EU PONHO!

Se o Felipão fosse comerciante, morreria de fome. O cara não sabe lidar com o público! Segundo ele próprio, quanto mais a torcida pedir o Lucas na seleção, menor a chance de colocá-lo pra jogar. Uma fala pra lá de impopular, em tempos de manifestações populares.   

 

NÃO EXISTE MANIFESTAÇÃO COM ORDEM

Protesto e ordem não combinam. A desordem é a base de uma manifestação, de uma greve, de uma passeata. Sem causar desordem o movimento não chama a atenção do Governo, não pressiona, não causa. Não devemos, é claro, confundir desordem com vandalismo. Uma manifestação, embora “desordeira”, deve ser pacífica. Não estou aqui fazendo uma ode à destruição do patrimônio público ou privado, pelo contrário. Só não dá pra ficar “combinando” horário da manifestação com o Governo, nem tampouco “parar” uma avenida importante “depois do expediente”. Já pensou uma passeata em Bragança às seis da manhã de um domingo na Rua do Mercado?

 

A VITÓRIA DO POVO

“Não são vinte centavos”, são quarenta, afinal, o usuário de ônibus tem que pagar a ida e a volta. Brincadeiras à parte, podemos dizer que vencemos uma batalha, mas não a guerra. Afinal de contas, a discussão sobre o transporte público vai muito além do preço da tarifa. Passa também pela péssima qualidade do serviço prestado, pelos poucos horários, pelos ônibus descuidados, enfim, pelo desrespeito total pelo usuário. Muito importante manter o foco e continuar nessa luta, já que só ela muda a vida.

 

NEM R$ 3,40, NEM R$ 2,80 QUEREMOS QUALIDADE SEM SUBSÍDIO

Muito mais do que o preço, no caso da Terra da Linguiça, precisamos lutar por horários que atendam as necessidades da população, por linhas que atendam bem a todos os bairros (incluindo a zona rural) com qualidade, por pontos de ônibus bem cuidados e cobertos e por um preço justo. Não concordo com subsídios da Prefeitura. Com eles acabamos pagando a conta do mesmo jeito. É como se você abrisse um negócio qualquer e, em caso de prejuízo, recebesse uma ajuda do Estado.

 

PEC 37 - A ABERRAÇÃO

Uma Proposta de Emenda Constitucional, se aprovada, altera um artigo da Constituição. Para isso, uma PEC precisa passar pela Comissão de Justiça da Câmara e ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado. O caso da PEC 37 é absurdo! Se ela estivesse em vigor, não teríamos a investigação do mensalão, só pra citar um dos exemplos mais grotescos, já que a proposta tiraria o poder de investigação do Ministério Público estadual e federal. Se saímos às ruas e, de certa forma, vencemos uma batalha pelo transporte público, temos a obrigação de não parar até os “nobres deputados” não retirarem essa aberração da pauta das sessões. Nas palavras do ministro Joaquim Barbosa: “Somos o único caso de democracia no mundo em que condenados por corrupção legislam contra os juízes que os condenaram”. E aí, vai ficar em casa?

 

APARTIDÁRIO OU SUPRAPARTIDÁRIO?

As experiências que tivemos até hoje com partidos políticos foram, em sua maioria, mal sucedidas. É por isso que a maioria dos manifestantes, com razão, tem horror às legendas partidárias. Muitos dizem que os partidos “não os representam”. Ao mesmo tempo, porém, não dá pra classificar um movimento como esse, seja ele o Passe Livre, ou qualquer outro, como apartidário. Seria ingenuidade acreditar que os partidos políticos não estão participando dos movimentos, seja com infiltrados, seja como “aproveitadores”, ou mesmo com militantes sérios e que sempre estiveram “na luta” e nas ruas em prol das verdadeiras mudanças. Partidos como o PSTU, PSOL e PCO existem em função dessas lutas. Respeito e entendo a decisão dos manifestantes de proibirem o levante das bandeiras partidárias, mas não posso concordar com ela, pois, para um movimento que visa à democracia, proibir bandeiras, sejam elas quais forem é, no mínimo, antidemocrático.

 

QUEM É A FAVOR DA CORRUPÇÃO?

Até os corruptos são contra a corrupção. Se você levantar um manifesto contra a corrupção terá milhões de adeptos em todo mundo. O problema é que sair às ruas em protestos contra a corrupção torna a coisa muito abstrata. Uma manifestação popular deve ter um objetivo claro. É preciso saber que se pode ganhar ou perder para poder pressionar um governo ou negociar com ele. Desta forma, penso que seja importante travar uma batalha de cada vez. A tarifa do transporte público é só um desses objetivos. Abaixou o preço? Melhorou a qualidade do serviço? Qual seria a próxima pauta? Vamos pra rua contra a PEC 37? Isso dá pra fazer. E vamos fazer.

 

O BAIXINHO E O REI

Já faz tempo que o deputado Romário vem “cantando a bola” da “roubalheira” da Copa do Mundo no Brasil. Superfaturamento é eufemismo quando nos referimos ao que vem acontecendo em todo o país na construção e reforma de estádios. Enquanto isso, o Rei do Futebol, Édson Arantes do Nascimento, nas palavras do próprio Romário, continua sendo “um grande poeta quando está de boca fechada”. Segundo Pelé, está na hora de o povo parar com as manifestações e apoiar a seleção brasileira, entende?

 

SERIA MAIS BONITO SE NÃO JOGASSEM

Foi bonito ver todo o estádio cantando o hino nacional a plenos pulmões, incluindo os jogadores. Mas pra mim, seria mais bonito ainda se os jogadores da seleção, em sinal de protesto, cantassem o hino e se recusassem a jogar enquanto não fossem apresentadas por parte do Governo soluções para as questões em pauta. Vaiar a presidenta do Brasil e o presidente da Fifa antes do jogo é legal, mas não mexe com os interesses de ninguém e não abala nenhuma estrutura.

 

TABLETS, CEMITÉRIO E CICLOVIA NO PLANO PLURIANUAL

Em alusão às promessas de campanha, os tablets da educação, a construção de uma ciclovia e de um novo cemitério (entre outros itens) estão no Plano Plurianual construído pelo Governo Fernão. Tomara que seja colocado mesmo em prática, já que não é a primeira vez que temos metas estabelecidas para a cidade no médio e longo prazo que podem não sair do papel.

 

PRA FINALIZAR

“Um homem louco é aquele cuja maneira de pensar e agir não se coaduna com a maioria dos seus contemporâneos. A sanidade mental é uma questão de estatística. Aquilo que a maioria dos homens faz em qualquer dado lugar e período é a coisa ajuizada e normal a fazer. Essa é a definição de sanidade mental na qual baseamos a nossa prática social. Para nós, aqui e agora, são muitos os de mentalidade sã e poucos os loucos. Mas os julgamentos, aqui e agora, são por sua natureza provisórios e relativos.” (Aldous Huxley)

 

 

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