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PROFESSORES HOSTILIZADOS I - NÃO TÁ FÁCIL

Não tá fácil ser professor. Na verdade, talvez nunca tenha sido. Pra completar o quadro de desvalorização social da profissão e falta de estrutura da Educação Pública, algumas situações, a meu ver, estão sendo tratadas de forma equivocada pela mídia e opinião pública.

 

PROFESSORES HOSTILIZADOS II – OS VERDADEIROS DOUTORES

Com as mudanças que estão sendo implantadas pelo governo do PT na Rede Municipal de Ensino, vieram à tona o que eles chamaram de “gastos excessivos” com o número de horas extra pago ao professorado, além do grande número de afastamentos e casos de dispensa do trabalho por questões de saúde, quando são apresentados os famosos “atestados”. Quando se diz, seja nos jornais, internet, ou TV, que os professores estão “faltando muito ao trabalho”, ou “adoecendo demais”, coloca-se como geral uma situação que é pontual. Isso é um grande desrespeito. Primeiro porque situações assim não acontecem só na educação. Segundo, e mais importante, porque existem, sim, professores que estão adoecendo muitas vezes por causa das condições precárias oferecidas ao desenvolvimento do seu trabalho. Muitos têm de se desdobrar em jornadas duplas ou triplas em busca de uma remuneração digna. É claro que existem aqueles que devem abusar no quesito “faltas, afastamentos e atestados”. Estes são os casos que deveriam ser investigados a fundo e tratados com o rigor que merecem. O que não podemos aceitar, contudo, é o pensamento medíocre que se tenta propagar por aí de que, falando o português claro, “professor é tudo vagabundo”. Além de ser uma grande mentira, isso é um tremendo desrespeito a uma classe que estuda e trabalha muito e ainda tem que ouvir por aí políticos corruptos sendo chamados de “doutores”.

 

PROFESSORES HOSTILIZADOS III - QUEM É QUE NÃO USA TECNOLOGIA?

Pra completar o quadro, sexta passada li uma reportagem intitulada “Só 2% dos professores usam tecnologia na escola”. Além de um título pejorativo, no meu entendimento, a reportagem coloca que “Mesmo tendo acesso a computadores com conexão à internet no trabalho e em casa, apenas 2% dos professores brasileiros da rede pública urbana usam a tecnologia como suporte em sala de aula”. O autor desse texto deve ser amigo de quem produz aquelas propagandas lindas na TV, mostrando alunos felizes e sorridentes “acessando” as maravilhosas e modernas tecnologias proporcionadas pelo Estado. É tudo mentira. Se você tem um amigo professor, converse com ele sobre isso. Deixando de lado a realidade das escolas particulares, que é bem diferente, o fato é que na maior parte das escolas públicas não existem lousas de qualidade, imagine computadores e projetores. Imagine você dando aulas numa sala de 45 alunos. Aí você resolve levá-los ao laboratório de informática, onde estão presentes os tais computadores. São 15 no total, mas apenas 13 estão funcionando. O que você faz? Aí você tem uma aula preparada com vídeos, sons, imagens, slides e vai apresentá-las aos alunos. Calma lá, só tem projetor numa sala pra escola inteira, onde, por falta de espaço, resolveram guardar cadeiras, armários e outros objetos. E aí? Quem é que não usa tecnologia na escola? Já disse aqui e vou repetir: tecnologias da informática perdem ser poderosas aliadas na sala de aula, mas uma aula pode ser muito moderna só com giz e lousa. As verdadeiras tecnologias estão na cabeça do professor moderno, bem formado, bem preparado, criativo e motivado, pois ganha um salário digno da importância da sua função para a sociedade.

 

SURTO OU EPIDEMIA?

Não dá mais pra chamar de outra coisa: é certo que estamos tendo um surto de Gripe A em Bragança e região. Não sou especialista em Saúde Pública, mas arrisco a perguntar: estamos vivendo uma epidemia da doença? Os chamados “grupos de risco” estão sendo vacinados e eu pergunto mais uma: e os professores e profissionais ligados à educação?

 

SHOW PRA NINGUÉM

Não faz muito tempo, não me lembro o ano, mas era na gestão do Sonsin na Cultura, teve um belo show do Lô Borges no Lago. Estava frio, era Festival de Inverno, e um dos ícones do Clube da Esquina tocou pra umas cento e tantas pessoas. No final de semana passado, teve um show no mesmo Lago do Taboão, hoje mais assoreado, na gestão do Noy, pelo Maio Cultural. O público? Zero. Isso mesmo: ninguém.

 

NÃO COLA MAIS A DESCULPA DA DIVULGAÇÃO

Quer outro exemplo? O 14 Bis tocou aqui não faz muito tempo. Onde? Lago. Tinha mais gente que nos outros dois shows que mencionei (principalmente no que não tinha ninguém). Um ano antes desse, minha esposa e eu vimos um show incrível do 14 que tocou pra um público imenso, também de graça, em Bueno Brandão. Nós, aqui de Bragança, ficamos sabendo do show e fomos pra lá. Moral da história: não dá mais pra ficar dando a desculpa que é muito difícil divulgar os eventos, que as coisas esbarram na burocracia da Prefeitura... Chega. Entra ano, sai ano, entra secretário, sai secretário e é sempre a mesma coisa. Eu só vi panfletos impressos do Maio Cultural circulando na cidade no meio de maio. Além disso, se for pra abrir espaço pra artistas regionais sem tanto nome, é preciso fazer um evento de acordo, específico pra isso, pra bandas novas, artistas novos, pra público certo. Caso contrário, que raio de oportunidade é essa?

 

LIMPEZA CARA

Você pagaria R$ 2 mil pela limpeza de um bueiro? Eu não, mas o Frangini na Prefeitura, sim. Pelo menos é o que disse o vereador Rafael de Oliveira na última sessão da Câmara. Pra completar, o próprio foi visitar a empresa responsável pela “obra” e descobriu que o endereço não existe.

 

BADERNA CULTURAL - SHOW DO TOQUINHO EM ATIBAIA

O Circuito Cultural Paulista é um projeto do Governo do Estado que visa a levar eventos de qualidade e gratuitos às cidades do interior. No dia 21 de junho vai ter um show do Toquinho na nossa vizinha Atibaia. Legal? Só se você for hóspede do Hotel Bourbon, já que o show vai ser lá e eles estão até vendendo pacotes que “dão direito a um ingresso”. Duvida? Acesse o site do hotel e veja por si mesmo. Como pode isso, gente?

 

PRA FINALIZAR

“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado.” (Albert Einstein)

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