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Grupo Rede é vendido para as empresas Equatorial e CPFL por R$ 1,00

Cerca de dois meses e meio após sofrer intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o grupo Rede, proprietário da Empresa Elétrica Bragantina (EEB), entre outras concessionárias, foi vendido às empresas Equatorial e CPFL pelo valor de um real.

De acordo com reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo, o acordo foi fechado com o controlador do Grupo Rede, Jorge Queiroz de Moraes Júnior e, nesta primeira etapa do acordo, haverá alienação do controle da endividada empresa.

Já uma segunda etapa futura envolve a realização, pela Equatorial e pela CPFL, de investimentos necessários para a recuperação do Grupo Rede, incluindo as concessionárias de distribuição controladas por ele e que estão sob intervenção.

Conforme divulgado até o momento, não foi especificada a participação exata da CPFL no Grupo Rede, nem qual o montante a ser investido na empresa, somente que serão realizados investimentos necessários para recuperação operacional e financeira do grupo, por meio de estrutura ainda a ser definida. Entre as condições, estão a anuência prévia da ANEEL com o consequente fim das intervenções, a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e a aprovação do plano de recuperação judicial por credores do Grupo Rede e das demais sociedades do grupo em recuperação judicial.

A intervenção no Grupo Rede foi desencadeada no último dia de agosto deste ano, quando a ANEEL decidiu interferir administrativamente em oito concessionárias do Grupo Rede Energia.

O motivo do procedimento foi o endividamento das concessionárias, que colocava em risco a prestação adequada dos serviços de distribuição de eletricidade. A estimativa é que o Grupo Rede, de Jorge Queiroz Júnior, tenha uma dívida total de cerca de R$ 5,7 bilhões.

Na ocasião, ficou definido que a intervenção teria prazo de um ano e visava à defesa do interesse público, a preservação do serviço adequado aos consumidores e a gestão dos negócios das concessionárias.

Sofreram intervenção as empresas: Celtins, que atua em Tocantins; Enersul, que atua no Mato Grosso do Sul; Cemat, que desenvolve serviços no Mato Grosso; Companhia Força e Luz Oeste (CFLO), de Guarapuava, no Paraná; Caiuá Distribuição, com atuação em dez municípios do estado de São Paulo; Concessionária de Distribuição de Energia Vale Paranapanema (EDEVP), responsável pelo serviço de energia em dez municípios do estado paulista; Companhia Nacional de Energia Elétrica (CNEE), que atua em dez municípios do estado de São Paulo; e a Empresa Elétrica Bragantina (EEB), que também atua em municípios do estado de São Paulo e de Minas Gerais.

Juntas, essas concessionárias atendem a 3.072.815 de unidades consumidoras, cerca de 17 milhões de pessoas. Somente a Bragantina atende a 132.874 de unidades.

A única distribuidora pertencente ao Grupo Rede deixada de fora da intervenção na época foi a Celpa, que acabou comprada pela Equatorial no fim de setembro, também por R$ 1.

Os bens dos administradores das empresas, em exercício nessas funções nos últimos 12 meses, estão indisponíveis até o momento.

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