CEI da ABBC: membros decidem contratar auditoria externa para checar contas da entidade

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CEI da ABBC: membros decidem contratar auditoria externa para checar contas da entidade

Matéria publicada na edição de 2 de junho de 2018

Uma nova reunião da CEI (Comissão Especial de Investigação) que avalia os contratos de execução dos serviços de atenção básica e urgência e emergência realizados pela ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária) foi realizada na segunda-feira, 28.

Na ocasião, foram ouvidos os ex-secretários de Saúde do município, Estela Gianesella e Eurico Aguiar e Silva (Frei Bento).

Estela esteve à frente da pasta entre fevereiro de 2013 e outubro de 2014. Já Eurico permaneceu por poucos meses como secretário, entre outubro de 2014 e maio de 2015.

Diferente do que foi apresentado pela diretora operacional da ABBC, Iolanda Vieira de Souza, na semana anterior, eles negaram que a secretaria tivesse solicitado a compra de medicamentos de alto custo ou mesmo o serviço “leva e traz”, itens que não constavam no contrato e seriam a causa da diferença de R$ 8 milhões cobrados pela organização social da Prefeitura.

Estela esclareceu que soube da dívida pelos jornais e que não fez a solicitação de nenhum serviço que não fosse previsto pelo contrato. Questionada se não fiscalizou a implantação do “leva e traz” e seus gastos, ela explicou: “fiscalizávamos o que estava no contrato e o que tínhamos de metas. Não fiscalizava o leva e traz por não ser um serviço previsto pelo contrato e não ser solicitado por nós da secretaria. Não temos autonomia para fazer solicitação fora do contrato”.

Com as mesmas respostas, Eurico comentou a situação. “Soube dos R$ 8 milhões pela imprensa. O que foi feito pela ABBC para que gerasse esse valor não tenho conhecimento. Ao menos não chegaram até mim notas ou pedido de autorização para execução de serviços. Tudo o que está fora do escopo do contrato é necessário que haja autorização do órgão competente”, disse.

O ex-secretário também afirmou não ter alertado o Executivo da realização do serviço por entender que essa era uma iniciativa da ABBC que não oneraria o contrato ou o município. “Quando assumi a pasta, entendia que era algo gratuito, que pela ABBC ser uma instituição filantrópica fazia isso como cortesia, não imaginei que fosse ser cobrado também”, afirmou.

Na reunião da última segunda-feira, 28, os vereadores Cláudio Moreno, Sidiney Guedes, Antônio Bugalu, João Carlos Carvalho e Rita Leme, que compõem a CEI, decidiram contratar um serviço de auditoria externa para avaliar as contas dos contratos executados pela organização social.

A proposta foi feita pelo vereador Cláudio, presidente da CEI, que explicou a necessidade do serviço. “É muito importante fazermos essa auditoria, tirar de vez essa dúvida, avaliar os números da ABBC, notas fiscais, as prestações de contas. Com isso, seguimos o que a própria sindicância interna da Prefeitura propôs, ou seja, contratar uma empresa especializada para fazer essa análise”, justificou.

A proposta foi acatada por unanimidade. Agora, a assessoria da Câmara irá providenciar os trâmites legais para a contratação do serviço.

Para a próxima reunião da CEI, que ocorre na segunda-feira, 4, às 14h, os vereadores informaram a convocação do presidente da ABBC, Jerônimo Martins de Souza e do secretário municipal de Assuntos Jurídicos, Tiago José Lopes.

A CEI da ABBC tinha previsão de término em 18 de junho, porém, com a decisão da contratação de auditoria externa, é provável que a conclusão dos trabalhos atrase.

 

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