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Esperança

Por Ana Raquel Fernandes

Vivemos tempos de ódio, meus amigos.

São tempos angustiantes e tão confusos

Quanto esse país que amo.

Um dia, eu cheguei a acreditar que esse país tinha jeito,

Eu sonhei com o dia em que seríamos mais justos.

Eu até vislumbrei essa realidade maravilhosa,

Na qual meus irmãos não mais passavam fome.

Mas esses são dias passados.

Os crápulas trataram de restabelecer a ordem de outrora,

E seguem, impunes.

A legião de famintos só aumenta,

À mesma proporção em que o horror prevalece.

São dias sombrios, meus amigos.

Mas o ódio não há de prevalecer.

A fome não há de prevalecer.

As injustiças todas não hão de prevalecer.

Porque do ódio, eu vejo nascer esperança,

E a esperança é vermelha e urgente

Como a boca daquele que tem fome.

E enquanto o dia não amanhece,

E essa noite densa insiste em confundir

A visão de muitos...

Enquanto esse dia não chega,

De ver esse país mais justo e próspero e igual...

Ah... enquanto esse dia não chega,

Eu insisto na poesia,

Que os canalhas a temem e odeiam.

 

Ana Raquel Fernandes é professora de Língua Portuguesa, subversiva. Críticas e sugestões: sub-ver-siva@hotmail.com

 

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