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Escritório de Advocacia Rural João Muñoz completa 26 anos de atuação

Matéria publicada na edição de 14 de abril de 2018

 

No último dia de 8 de abril, o Escritório de Advocacia Rural João Muñoz completou 26 anos de atuação em Bragança Paulista. O Jornal Em Dia conversou com João Batista Muñoz (foto), que contou um pouco sobre sua trajetória até aqui.

Instalado na Praça Coronel Olegário Leme, 100, no Jardim Nova Bragança, nas proximidades do Jardim Público, o Escritório de Advocacia Rural João Muñoz conta com aproximadamente mil clientes de toda a Região Bragantina, mas também de vários lugares do país. Trata-se de uma referência na área rural.

Nascido em São Paulo, em 9 de novembro de 1959, João Batista Muñoz cursou Direito na Faculdade Franciscana de Bragança Paulista, que atualmente se chama USF (Universidade São Francisco), formando-se no ano de 1982.

A princípio, porém, ele não queria advogar e foi trabalhar em vários lugares, como banco, indústrias, com vendas. Em 1986, ele foi chamado para assumir o cargo de “exator” na Secretaria da Fazenda do estado de São Paulo, sendo designado para o Posto Fiscal de Itatiba, pois havia prestado concurso há seis anos. Foi quando sua vida começou a tomar novo rumo.

“Abracei a função pública como exator, cargo que mais tarde foi transformado em Auxiliar Administrativo Tributário, fiz concurso interno para Técnico Administrativo Tributário, e fui angariando, tentando melhorar”, contou.

João logo pediu transferência para o Posto Fiscal de Bragança Paulista, onde começou a trabalhar no balcão, na abertura de empresas, inscrição de produtor rural, prestando os atendimentos que os contribuintes precisavam.

Em 1992, porém, ele decidiu optar por outro caminho, já que a situação estava muito difícil no funcionalismo público, com salários muito baixos. “Mesmo não sendo contador, pensei em montar um escritório. Em 1992, pedi uma licença de seis meses, arrumei um sócio, que era contador, porque eu não era, eu sou advogado, e montei um escritório de contabilidade, a Eco Contábil. Meu sócio ficou com a parte de contabilidade e eu fiquei com a parte burocrática, que eu sabia”, lembrou.

Naquele mesmo ano de 1992, foi instituído o ITR (Imposto Territorial Rural) e a atribuição da administração e recolhimento ficou para a Receita Federal. O fato fez com que a demanda de clientes para o escritório recém-aberto aumentasse consideravelmente. “Então, quando acabou minha licença resolvi pedir exoneração do estado”, disse o advogado.

Com isso, João se especializou na área rural, na parte burocrática, enquanto o sócio cuidava da área contábil. Essa sociedade durou oito anos. “Fomos até o ano 2000. Foi quando vi que o negócio tinha crescido muito e que estava atrapalhando um pouco o que eu fazia com a parte contábil. Então, separamos a sociedade e fiquei só com a advocacia”, explicou.

No Escritório de Advocacia Rural João Muñoz, o advogado começou a atender clientes que o procuravam para processos de usucapião, litígios possessórios de imóveis rurais, sempre buscando se atualizar e buscar novas informações da área. “Hoje, temos perto de mil clientes cadastrados. Já fizemos quase 500 ações de usucapião nesse período, atendemos uma demanda muito grande de ITR e fazemos outros serviços, como contratos agrários, autorização para estrangeiro comprar imóvel no país, regularização de documentos, passando imóveis rurais para urbanos e vice-versa”, detalhou.

O escritório também atende outros tipos de demandas, mas 95% dos atendimentos realizados são voltados à área rural. Com clientes do Brasil todo, João já esteve em Tocantins e no Amazonas, prestando serviços, e considerou que a internet é uma aliada na propagação de seu trabalho. “Hoje, a internet divulga muito o nome. Ontem mesmo atendi uma pessoa que veio porque nos achou pelo Google. Tem um estrangeiro, que estou fazendo um processo de autorização, que também veio pelo Google, propaga muito”, opinou.

Apesar disso, a credibilidade conquistada nesses 26 anos lhe garante também uma forte propaganda boca-boca. “Eu saio na rua e as pessoas parecem que já falam, esse aí é da área rural. Tem muita gente, até de São Paulo, que indica o meu nome aqui para processos nessa área e, muitas vezes, nem sei quem é, às vezes até juízes e promotores”, disse, ressaltando: “a responsabilidade sempre aumenta porque a gente tem um nome a zelar”.

Para o futuro, João Muñoz disse que pretende se especializar para atender as demandas na área administrativa, pois é a tendência do momento, na tentativa de não abarrotar o Judiciário com processos que podem ser resolvidos na esfera administrativa. “Para isso, estamos fazendo todos os cursos que aparecem, palestras, para poder atender essa demanda que tem, e tem muito. A nossa região é muito carente de títulos, temos muitos restos de fazendas antigas com documentação muito antiga, então, a demanda é muito grande”, comentou.

Apesar de haver uma propaganda de que no cartório é tudo mais fácil, o advogado afirmou que não é bem assim. Por enquanto, segundo ele, está muito trabalhoso ainda, não está compensando. “Por enquanto, parece incrível, mas a parte judicial está melhor do que a administrativa. Porque cada cartório exige de uma forma, por isso, está mais trabalhoso trabalhar com o administrativo. Prefiro entrar com uma ação de usucapião no judiciário do que no administrativo, por enquanto”, avaliou.

Mesmo assim, ele reforçou que é necessário se atualizar. “A pretensão nossa é essa, aperfeiçoar na área administrativa, prevendo que o futuro vai ser esse. Também os conflitos de conciliação, que praticamente vão ser resolvidos no próprio escritório de advocacia, nos cartórios, nos tabelionatos, a tendência é que as audiências de mediação possam ser feitas nesses locais, tudo para diminuir a demanda do judiciário. E a gente tem que se preparar para isso e está se preparando”, informou.

Por fim, João Batista contou que o escritório tem uma equipe que trabalha para que os clientes sejam sempre bem atendidos e tenham suas demandas resolvidas. Ele mencionou as advogadas Daniele, que é sua filha, Bruna, que é sua sobrinha, e Fran, Também trabalham no local: Tamires, que faz a parte do Cadastro Rural, Wálter, que cuida do arquivo, Vitória, que é a recepcionista, Alexandre, que cuida do financeiro, além de um engenheiro que atua no cadastro ambiental rural.

O advogado também aconselhou que as pessoas sonhem e arrisquem. “Com sete anos de funcionalismo, percebi que a situação estava muito difícil, como está até hoje, não podia ficar daquela forma, então, resolvi arriscar, e graças a Deus, 92 foi um marco divisório na minha vida, positivo, muito positivo. Só quero agradecer a Deus. Uma das coisas que ficou muito marcada para mim, quando estava naquela indecisão de sair do estado, foi que eu vi, não lembro agora se foi num jornal ou se ouvi numa rádio, que nos Estados Unidos fizeram uma pesquisa com pessoas bem velhinhas que moravam em asilos e perguntaram: “Se você tivesse que recomeçar a sua vida, o que você faria?”. A maioria respondeu “Eu arriscava mais”. Então, eu digo para todo mundo, arrisque. Vá com cautela, é claro, mas tente sonhar com alguma coisa e concretizar ela, você vai conseguir. É só ter perseverança e muita fé em Deus”, concluiu.

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