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Cemitério da Saudade completa 118 anos neste dia 1º

Matéria publicada na edição de 30 de dezembro de 2017

 

O Cemitério da Saudade de Bragança Paulista completa, neste dia 1º de janeiro, 118 anos de fundação. E, para marcar a data, a administração do local enviou à imprensa alguns dados relacionados à história do cemitério.

Conforme as informações, até 1763, as pessoas que morriam em Bragança Paulista eram levadas em rede até Atibaia, para lá serem sepultadas. Nesse ano, foi construída uma capela no alto da colina, em louvor a Nossa Senhora da Conceição, fato que culminou na fundação do município. A partir daí, os mortos passaram a ser enterrados em um pequeno local ao redor da capela.

Quando a Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi construída, os falecidos passaram, então, a ser sepultados ao seu redor.

Na antiga Catedral, em tumba especial, foi sepultado o bispo de Jatai (GO), Dom Germano Veja Campon, agostiniano, que faleceu aqui.

Em 29 de novembro de 1797, quando Bragança foi elevada à vila, foi construído um cemitério no Parque das Pedras, nas proximidades do Colégio São Luís, no Jardim Público.

Em 1892, com a construção de um reservatório de água no Jardim Público, projetado pelo engenheiro Bueno de Andrade, o cemitério foi transferido para os altos da Vila Municipal.

Devido à ocorrência de uma epidemia de varíola, em 1808, a Prefeitura construiu um hospital de isolamento no denominado Pasto do Braga, onde passaram a ser enterradas as vítimas dessa epidemia. Hoje, o local é conhecido como Jardim Júlio de Mesquita Filho.

O livro de registro de títulos e concessões de terrenos, no Cemitério Municipal, temporários ou perpétuos, promovidos pela Intendência, para jazigos, catacumbas e mausoléus, assinala, como primeiro concessionário, o cidadão Isi-dro Gomes Teixeira, em 15 de agosto de 1890.

O atual Cemitério Municipal, na Vila Municipal, foi oficialmente inaugurado em 1º de janeiro de 1900. No Cemitério do Santíssimo, posteriormente anexado ao Cemitério da Saudade, foi edificada a Capela do Senhor Bom Jesus.

TRABALHOS ARTÍSTICOS

No ano de 1893, dois renomados artistas italianos, Anibale Ercoline e Egidio Battini, compraram a oficina de marmoraria de Francisco Baisi. Eles realizaram a maioria das obras de arte dos mausoléus do Cemitério da Saudade. Anibale executava as grandes colunas e capelas com flores. Já Egidio trabalhava na criação dos anjos e santos.

Em 1940, o italiano Matroni passou a residir em Bragança e adquiriu uma mina de granitos no Bairro do Guaripocaba. Na exploração da mina, encontrou o raro granito negro, próprio para obras modernas. A partir daí, a cidade tornou-se a maior exportadora da pedra.

Com a descoberta dessa e de outras pedras, renomados artistas passaram a desenvolver obras com tais granitos, construindo esculturas variadas que se encontram nos diversos mausoléus do cemitério. Destacam-se nesse trabalho os escultores José Bonarti, residente em Piracaia, Antonio Ivo, Guido Suppioni, Juvenal Silva, entre outros.

LENDAS

Há também lendas que cercam a história do Cemitério da Saudade.

Quando faleceu um membro da família Monteiro, foi esculpida em seu túmulo uma caveira no local. Muitos visitantes depositam sua fé, considerando milagrosa a caveirinha.

Outro túmulo bastante visitado é o conhecido como Anjo do Martírio.

Também o túmulo das crianças, situado logo na entrada, recebe significativa visitação. No local, estão sepultadas quatro crianças vítimas de um maníaco que viveu na cidade.

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