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Ases premia vencedores e lança antologia do XXIII Concurso Estudantil – Prêmio Professor Norberto de Moraes Alves

Matéria publicada na edição de 2 de dezembro de 2017

 

Na noite da última quarta-feira, 29, a Associação de Escritores de Bragança Paulista (Ases) promoveu a solenidade de entrega de prêmios e realizou o lançamento da antologia de vencedores do XXIII Concurso Estudantil – Prêmio Professor Norberto de Moraes Alves. Neste ano, o tema escolhido foi: “Redes Sociais: Curtir? Deletar? Compartilhar?”.

A cerimônia foi realizada no Teatro Santa Terezinha, que lotou com a presença de professores, diretores, alunos e familiares dos jovens selecionados.

A Mesa de Honra foi composta pela presidente da Ases, Lyrss Cabral Buoso, pelo vice-presidente, Fábio Siqueira do Amaral, pela diretora do IEST (Instituto Educacional Santa Terezinha), Laís Zecchini Barrese, que cedeu à Associação de Escritores o teatro para a realização da festa, pelo vereador Paulo Mário Arruda de Vasconcellos, pela secretária municipal de Agronegócios, Gislene Cristiane Bueno, e pelo homenageado, professor, artista plástico, poeta, escritor e sócio pioneiro da Ases, Norberto de Moraes Alves.

Após a abertura da solenidade pela escritora Lyrss Cabral Buoso, o vice-presidente da Ases, Fábio Siqueira do Amaral leu a biografia do homenageado, que a todos emocionou. Na sequência, os demais componentes da mesa saudaram a Ases, o homenageado, alunos e professores presentes.

Em seguida, após a entrega de um mimo ao homenageado e as palavras emocionadas de agradecimento dele, os mestres de cerimônia, Wadad Kattar e Volpone de Souza, iniciaram a chamada dos premiados ao palco para receberem as medalhas, certificados e livros a que fizeram jus.

 

SAIBA MAIS SOBRE O HOMENAGEADO

 

Norberto de Moraes Alves nasceu em dezembro de 1931, portanto, neste mês, completa 86 anos. Fez o curso primário no Grupo Escolar José Guilherme nos anos da Segunda Grande Guerra e cursou o ginásio no antigo Colégio Diocesano São Luís, onde se formou em 1946.

No ano seguinte, iniciou o curso de magistério na Escola Normal Caetano de Campos, instalada na Praça da República, em São Paulo, onde poetas, artistas e escritores se encontravam.

Em 1950, Norberto terminou os estudos e voltou a Bragança Paulista. Prestou concurso, passou e foi nomeado para uma escola no município de São José do Barreiro, no Vale do Paraíba. Alguns meses depois de estar trabalhando no local, que era bastante afastado, uma rebelião com fuga de detentos do presídio de Ilha Grande causou pânico na população e muitos deixaram a região. A escola, então, acabou sendo transferida para um local mais acessível, no Bairro Jardim, em São José do Barreiro, onde Norberto lecionou até que sua remoção para Pedra Bela, que na época era distrito de Bragança Paulista.

Norberto também prestou o concurso para o curso de Administradores Escolares, na Escola Caetano de Campos, foi aprovado em primeiro lugar e, após dois anos, prestou o concurso para diretor escolar. Aprovado, ele escolheu trabalhar no Grupo Escolar Adélio Ferraz de Castro, em Vargem, e ali permaneceu até sua remoção para São Paulo, onde foi diretor de várias escolas do Bairro Jaçanã.

Após sete anos, Norberto voltou a Bragança, indo trabalhar no Grupo Escolar Joaquim Theodoro da Silva, onde se aposentou em 1983.

Em 1991, procurado por Lóla Prata, ele se uniu a um grupo de pessoas amantes da literatura para criar a Ases, cuja fundação se efetivou em 22 de fevereiro de 1992.

O primeiro concurso literário que participou foi em Santana do Parnaíba, com o conto “Espelho, espelho meu”, que lhe rendeu o primeiro lugar. Depois disso, participou de vários outros concursos, com poesias e prosas, sendo premiados em vários deles.

Foi presidente da Ases de 2008 a 2012. Norberto casou-se com Arlinda Tavella, com quem teve quatro filhos.

 

Aos jovens

Anos dourados

 

Por que a pressa?

A estrada é longa e mal começa...

O sonho é criança ainda nessa senda que não finda.

Escute com atenção os pássaros.

Ouça o que eles dizem sobre o amor e a paixão...

Sinta as cores do arco-íris.

Aspire o aroma de pétalas a esvoaçar...

Colha um ramo de alfazema ou rosmaninho, um galho de alecrim

e perfume de carinho todos os desejos que brotarem em seu caminho.

Conduza com amor o seu destino.

Ria muito... Ria até perder o fôlego, mas se chorar, chore baixinho.

Nunca fale de tristezas ou infortúnios, eles estão por toda a parte, apoiados

na inveja, feito répteis que espreitam e rastejam de mansinho.

Apaixone-se o tanto quanto permitir a juventude de seus sonhos.

Tudo passa e envelhece...

Só a alma permanece pura, livre e leve, e quando feliz flutua entre flores coloridas, dos canteiros que plantamos nos jardins de nossas vidas...

Sejam felizes, meus amores!

Norberto de Moraes Alves

 

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