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Acidente fatal na Bragança/Tuiuti impulsiona vereadores a cobrarem providências do DER

Matéria publicada na edição de 9 de novembro de 2017

 

Na última terça-feira, 7, a Câmara Municipal de Bragança Paulista realizou nova sessão ordinária, com a votação de projetos e discussão de vários assuntos.

Dos projetos em pauta, foram aprovados por unanimidade o PL 45/2017, que denomina como Estádio Municipal Júlio Caetano Pinto o campo de futebol localizado às margens da Avenida Alziro de Oliveira, no Jardim Morumbi, o PL 47/2017, que denomina como Estádio Municipal Ademir Antônio Aranzana o campo de futebol localizado na Rua Agostinho Marcheli, na Penha, ambos de autoria do vereador João Carlos Carvalho, e o PL 51/2017, que denomina como Estádio Municipal Sr. Nélson Russo o campo de futebol localizado às margens da Rodovia Capitão Barduíno, nas proximidades do Jardim São Miguel, de iniciativa do vice-prefeito Amauri Sodré, durante o período em que exerceu o cargo de prefeito em exercício.

O vereador João Carlos Carvalho falou sobre a importância dos próprios públicos terem nomes definidos e disse que fez uma pesquisa para identificar pessoas que atuaram na área esportiva do município e que mereciam a homenagem. João Carlos também justificou cada um dos nomes escolhidos, pedindo o apoio dos colegas.

Também de forma unânime foi aprovada a Moção 63/2017, de autoria do vereador Cláudio Moreno, que pede estudos ao Executivo para a elaboração de projeto de lei instituindo o Programa Municipal de Estímulo ao Primeiro Emprego para os Jovens.

O PL 42/2017, de autoria do vereador Tião do Fórum, que estabelece a obrigatoriedade de uso de crachá de identificação por funcionários que prestam serviço de segurança em casas noturnas, bares, restaurantes e eventos no âmbito do município foi aprovado por 16 votos favoráveis e um contrário, do vereador Cláudio Moreno. O autor defendeu a proposta argumentando que há casos em que os seguranças agem de forma inadequada, agredindo as pessoas. O uso de crachá facilitaria a identificação dos envolvidos.

TRECHO DA MORTE

Durante a manifestação dos vereadores, muitos assuntos foram tratados. Um deles foi quanto à necessidade de providências por parte do DER (Departamento de Estradas e Rodagens) para a Rodovia Benevenuto Moretto, a Bragança/Tuiuti.

No último sábado, 4, um acidente fatal ocorreu nessa rodovia, no trecho próximo a uma fábrica de batatas, no km 0,350. Uma moto e um veículo Gol colidiram, após o motociclista invadir a contramão, causando a morte instantânea do condutor da moto.

Um vídeo desse acidente foi exibido durante a sessão pelo vereador Tião do Fórum. Ele ressaltou que o trecho é muito movimentado e que os motoristas costumam transitar em velocidade exagerada pelo local. Tião afirmou que vai encaminhar ao DER as imagens do acidente pedindo que providências sejam tomadas.

Antônio Bugalu considerou que não adianta querer achar os culpados pelo acidente, mas defendeu que seja encontrada solução, pois se trata de uma estrada muito perigosa, com registro de vários acidentes graves.

Marcus Valle opinou que o DER tem deixado as rodovias de Bragança em segundo plano, não dando a atenção merecida.

Para o vereador Cláudio Moreno, a questão da Rodovia Benevenuto Moretto é uma demanda social que precisa ser resolvida. Ele declarou que não dá para dizer que é problema do DER e se contentar com isso, aguardando que o órgão tome providências. Cláudio defendeu que seja encontrada uma solução com apoio do DER. Outro ponto importante destacado pelo vereador foi sobre a necessidade de a Prefeitura ser rígida na hora de liberar loteamentos, pois o trecho onde houve o acidente é um dos caminhos de vários novos loteamentos que se instalaram na cidade recentemente. O vereador explicou que quando o loteamento tem até 500 lotes tem certas obrigações a cumprir. Quando tem mais de 500 lotes, tem obrigações maiores e que demandam mais investimentos. Para fugir dessas obrigações, alguns loteadores parcelam os empreendimentos, apontou Cláudio. O vereador ainda demonstrou descontentamento quanto ao tratamento dispensado pelo DER à Câmara. “A Câmara de Bragança Paulista e nada, para o DER, é a mesma coisa”, disse.

O vereador Ditinho Bueno considerou que há anos ouve falar de problemas nas rodovias que cortam a cidade e que são de responsabilidade do DER. Para ele, o órgão manda e desmanda, mas não atende as reivindicações dos vereadores. Mencionando o acidente fatal do último sábado, 4, Ditinho disse que se trata do trecho da morte, pois várias vidas já foram perdidas naquela região. Ele alertou que a Variante do Guaripocaba, na região do Toró, também está tendo problemas, especialmente devido à ausência total de iluminação pública e de sinalização.

Outro assunto debatido foi o credenciamento de profissionais que está sendo feito pela Semjel (Secretaria Municipal da Juventude, Esportes e Lazer). Na semana passada, a pasta informou que professores de academias particulares e profissionais de educação física remunerados por seus alunos estavam usando o Estádio Municipal Cícero de Souza Marques sem prévia autorização da Prefeitura. Diante disso, a Semjel iniciou um processo de notificação dos profissionais a fim de que façam um cadastro para uso do espaço.

A vereadora Beth Chedid pediu que o secretário da pasta, Carlos Alberto de Souza, conhecido como Carlinhos, não restrinja o uso do estádio, pois, para ela, muitos desses profissionais estão contribuindo para o incentivo ao esporte.

Marco Antônio Marcolino explicou o que está sendo feito, acrescentando que os profissionais inicialmente foram chamados a uma reunião, mas não compareceram. Ele acrescentou que a Semjel recebeu denúncias de que supostos profissionais sem a devida qualificação estariam atuando no local, cobrando pelas orientações, por isso, a atitude da secretaria em iniciar o cadastro.

João Carlos Carvalho disse que está sendo feita uma organização dessa atividade, e não restrição.

A questão da iluminação pública novamente voltou a ser debatida. Um dos vereadores que cobrou providências nessa área foi Basílio Zecchini Filho.

Ditinho Bueno também reclamou sobre a falta de iluminação nos trevos de acesso ao município. Ele ressaltou que vem cobrando providências há bastante tempo, mas que nada é feito. Para o vereador, “ou a empresa responsável pela manutenção da iluminação pública é muito incompetente ou a secretaria competente não está funcionando”.

José Gabriel Cintra Gonçalves questionou até quando os vereadores terão de reclamar sobre as lâmpadas apagadas para que o problema seja resolvido. O vereador considerou que a empresa responsável por esse serviço está deixando muito a desejar, pois agora não são mais alguns pontos apagados, mas sim, ruas inteiras.

 

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