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Paulo Mário surpreende e entrega liderança do prefeito na Câmara

Matéria publicada na edição de 26 de outubro de 2017

Na tarde de terça-feira, 24, mais uma sessão ordinária foi realizada na Câmara Municipal de Bragança Paulista. A reunião durou cerca de quatro horas e contou com a aprovação de todas as propostas em pauta.

Mas o destaque, desta vez, não foi o debate sobre projetos que estavam na Ordem do Dia, mas sim, o anúncio do então líder do prefeito, vereador Paulo Mário Arruda de Vasconcellos, de que estava entregando a função.

Na semana passada, Paulo Mário protagonizou uma verdadeira queda de braço com advogados da Prefeitura. Isso porque ele apresentou projeto que previa que os contribuintes em débito com a Prefeitura pagassem os honorários advocatícios correspondentes ao valor que realmente seria recolhido, e não sobre o valor original, no caso de adesão ao Refis (Programa de Recuperação Fiscal) 2017. Além de apresentar a proposta, Paulo solicitou sessões extraordinárias e conseguiu sua aprovação, justificando que sua intenção era promover justiça social (http://www.jornalemdia.com.br/gerant.php?id=15406).

O que parecia ter fortalecido o vereador, haja vista que ele conseguiu, mesmo que de última hora e sob discordância da classe envolvida, a aprovação da maioria dos vereadores, na verdade, motivou uma “quebra de acordo” em seu grupo político.

Na sessão de terça-feira, Paulo não usou seu tempo durante a manifestação de vereadores após os discursos dos colegas, como sempre fez até então como líder. Em vez disso, foi à Tribuna no momento dedicado à manifestação de vereadores sobre assuntos de interesse pessoal e iniciou afirmando que aprendeu em sua vida que ao se fazer um acordo, é preciso cumpri-lo. “Mesmo que a outra parte não cumpra, vou cumprir a minha”, declarou, acrescentando que há certo tempo vem se sentindo mal com a liderança e que já teria conversado sobre o assunto com o prefeito Jesus Chedid e com seu filho, o deputado Edmir Chedid.

Paulo disse que não se arrepende dos dez meses de liderança, mas enfatizou que em momento algum usou o cargo em seu benefício, tendo se dedicado e empenhado para fazer o melhor para a cidade. “Chega a um ponto que a gente se sente muito chateado com algumas notícias. Hoje fiquei sabendo que o acordo que tinham comigo não será mantido. Isso foi a gota d’água”, declarou, anunciando que a partir dali não exercia mais a liderança.

O vereador afirmou que não vai sair atirando, ou seja, fazendo críticas à Administração, mas considerou que a partir de agora estará livre. Visivelmente abalado com a situação, Paulo apontou que o acordo e, consequentemente, a confiança foram quebrados, portanto, não há mais motivos para continuar líder. “Podem expor o líder, mas não podem expor outras pessoas. Quero respeito pelo meu trabalho. Cheguei no limite do limite e peço que esse limite seja respeitado”, desabafou o vereador, agradecendo aos colegas edis, aos secretários municipais e a todos com quem se relacionou nesse período.

A vereadora e presidente da Casa, Beth Chedid, se manifestou em seguida, dizendo que tentou convencer Paulo a permanecer na liderança, esperar ao menos o retorno do prefeito Jesus, que está afastado. Ela insistiu que ele repense sua decisão, mas Paulo não demonstrou que atenderia ao pedido.

PROJETOS APROVADOS

Durante a sessão, foram aprovados por unanimidade os seguintes projetos e moções:

- Projeto de Lei 35/17, de autoria do vereador Basílio Zecchini Filho, que prevê que as agências bancárias do município coloquem à disposição dos usuários pessoal suficiente para que o atendimento seja efetivado em no máximo 45 minutos, no caso de serviços realizados fora dos guichês de caixas;

- Projeto de Lei Complementar 13/17, do Executivo, que dispõe sobre importância mínima para cobrança judicial de créditos;

- Projeto de Lei 38/17, da vereadora Rita Leme, que institui o Dia Municipal de Sensibilização da Prematuridade;

- Moção 59/17, de iniciativa do vereador Marcus Valle, que sugere a aquisição da antiga Usina Hidrelétrica Dr. Geraldo Tosta e da Montanha do Leite Sol para transformá-las em Centros de Turismo Ecológico, Lazer e Aprendizagem Ambiental;

- Moção 60/17, de autoria do vereador Sidiney Guedes, endereçada ao governo do estado a fim de requerer a disponibilização do programa “Via Rápida Expresso” para Bragança;

- Moção 61/17, do vereador Ditinho Bueno, que requer a aquisição de pedalinhos para serem usados no Lago do Taboão e no Lago do Tanque do Moinho;

- Moção 62/17, do vereador Cláudio Duarte, que requer campanhas de conscientização sobre o respeito e a boa educação devidos aos servidores públicos, em especial da saúde;

- Parecer emitido pela Comissão de Justiça, Redação, Defesa do Meio Ambiente e do Consumidor, concluindo pela inconstitucionalidade e pela ilegalidade do Projeto de Lei Complementar 15/17, de autoria do vereador Moufid Doher, que pretendia a mudança do nome da Guarda Civil Municipal para “Polícia Municipal”;

- Projeto de Lei 41/2017, de autoria do prefeito em exercício, Amauri Sodré da Silva, que dispõe sobre o Conselho Municipal de Assistência Social.

ASSUNTOS DEBATIDOS

Os vereadores debateram, durante a sessão, alguns assuntos que merecem a atenção da Administração, pois realmente são de interesse público.

Dentre eles, foi alertado pela vereadora Rita Leme o desrespeito que vem sendo registrado cotidianamente nas vias públicas às vagas reservadas a deficientes e idosos. Motoristas que não se encaixam nas situações previstas acabam utilizando as vagas de estacionamento reservadas e, assim, deficientes e idosos encontram dificuldades para encontrar vagas disponíveis, quando as encontram.

Rita pediu que a Prefeitura reforce a fiscalização e alertou que a multa para quem estaciona em vagas específicas de idosos ou deficientes agora subiu. A infração ainda pode acarretar a apreensão do veículo, conforme destacou a vereadora.

Já o vereador João Carlos Carvalho apontou que usuários do transporte coletivo da região do Jardim Águas Claras estão revoltados porque o itinerário das linhas foi alterado sem aviso prévio. As linhas que passavam pela Avenida Antônio Pierotti, no sentido Bairro/Centro, passaram a circular pela Avenida Luiz Gonzaga Leme, onde já era feito o trajeto no sentido Centro/Bairro.

João Carlos exibiu fotos evidenciando que na Avenida Luiz Gonzaga Leme há muitas árvores grandes, o que pode fazer com que os ônibus se choquem contra os galhos. Além disso, ele observou que a mudança não trará benefícios para o trânsito.

Na Avenida Antônio Pierotti, a sugestão do vereador para que o fluxo de veículos fique melhor é que a via seja transformada em mão única ou que seja proibido o estacionamento de um dos lados.

Ainda sobre o serviço de transporte coletivo na cidade, o vereador Cláudio Moreno disse que será realizada uma reunião para debater a possibilidade de fazer uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) a fim de investigar a empresa Nossa Senhora de Fátima. A intenção é demonstrar que a empresa não está cumprindo o contrato.

A reunião terminou por volta das 20h20.

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