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UPA e Samu agora são geridos pela Reviva Saúde

Matéria publicada na edição de 5 de outubro de 2017

 

Chegou ao fim, no dia 29 de setembro, o contrato que a Prefeitura de Bragança Paulista tinha com a ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária) para a gestão dos serviços de urgência e emergência, que abrangiam a UPA (Unidade de Pronto-atendimento) e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

A Prefeitura havia lançado licitação para firmar novo contrato com organização social, mas, por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo, o processo foi suspenso.

Havia a expectativa que o contrato com a ABBC fosse prorrogado, porém, em vez disso, a Administração decidiu firmar um contrato emergencial. Para isso, foram consultadas três organizações sociais já qualificadas no município e que haviam realizado visitas técnicas às unidades de saúde abrangidas pelos serviços de urgência e emergência: a Reviva Saúde, que recentemente foi contratada para os serviços da atenção básica, o Instituto Med Life e o Caminho de Damasco.

Cada uma delas apresentou uma proposta e a da Reviva Saúde foi a menor, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. O valor foi de R$ 1.280.711,00.

Para a ABBC, a Prefeitura desembolsava mensalmente R$ 1.342.379,43.

O Jornal Em Dia obteve informações de que funcionários que trabalhavam para a ABBC e foram admitidos pela Reviva Saúde estão trabalhando por salário 30% inferior ao que recebiam. Questionada, a Secretaria de Saúde respondeu o seguinte: “Os salários foram apresentados aos funcionários onde os mesmos aceitaram e permaneceram”.

Outro questionamento foi quanto ao pagamento dos encargos devidos aos funcionários da ABBC, que deve ser feito pela Prefeitura. A resposta foi que o pagamento ainda não foi feito. “Estamos aguardando a ABBC processar as rescisões e, assim que nos enviarem faremos os devidos pagamentos”, declarou a Secretaria de Saúde.

RECLAMAÇÕES

A transição de uma organização social para outra ocorreu nesse fim de semana. Não se sabe se por isso ou se o problema já era registrado, mas a demora no atendimento para os casos em que os pacientes precisaram fazer exames laboratoriais ultrapassou cinco horas no último domingo, 1º.

A explicação era que o material colhido estava sendo levado à Santa Casa e, assim, era necessário esperar que os resultados retornassem para fechar o diagnóstico.

A Secretaria de Saúde foi informada sobre o assunto e respondeu apenas: “Os exames laboratoriais estão sendo realizados pela Santa Casa. Estamos readequando”.

Registre-se, ainda, que o Jornal Em Dia enviou esses questionamentos na manhã de segunda-feira, 2, mas só obteve retorno no início da tarde dessa quarta-feira, 4.

 

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