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Alunos da Escola Fernando Amos desenvolvem aplicativo para agilizar atendimento no SUS

Matéria publicada na edição de 10 de setembro de 2017

 

A Escola Estadual Dr. Fernando Amos Siriani, localizada no Jardim da Fraternidade, foi a mais bem colocada da cidade na Fecibra (Feira de Ciências da Diretoria Regional de Ensino de Bragança Paulista), ficando em quarto lugar.

O aplicativo S.A. SUS, desenvolvido pelo aluno do 2º ano do Ensino Médio, João Pedro Nardy, contou com o apoio das alunas Catarina de Almeida Lustosa e Giovana Graciela Goulart Piza. A orientação foi de Ana Cláudia Nascimento, professora de Biologia, que lançou a ideia abraçada por João Pedro, e Daiana Costa, professora de Artes.

A equipe da Fernando Amos começou a trabalhar no projeto em abril. Para a professora Daiana Aparecida Henrique Costa, o mais gratificante foi ver o empenho dos estudantes, principalmente de João Pedro, em desenvolver o trabalho, um aplicativo que apresenta solução tecnológica para diminuição das filas e burocracia no agendamento de consultas e exames do Sistema Único de Saúde.

De acordo com a professora Ana Cláudia, a ideia era que o aplicativo tivesse informações adicionais, fosse muito além, tratasse de saúde da mulher, vacinação e outras campanhas que se desenvolvem nos postos de saúde. No entanto, o tempo não foi suficiente e outro problema foi a dificuldade no acesso à Internet.

A reportagem conversou com João Pedro. Para ele, o evento deveria ser mais divulgado, pois, “afinal de que adianta todo mundo se empenhar, fazer um belo trabalho e ninguém ficar sabendo, a não ser os próprios envolvidos”. Ele contou que caiu no projeto de paraquedas, se referindo ao fato de nunca ter ouvido falar da Fecibra. “A partir de um trabalho desenvolvido na aula de Artes fui parar na Diretoria de Ensino e informado que estava inscrito na Fecibra e ?... Eu nunca havia ouvido falar da Fecibra, não sabia do que se tratava, não tinha noção do que estava acontecendo”, contou.

Para ele, os organizadores já deveriam começar a programar agora a 3ª Fecibra para o ano que vem, uma vez que a intenção é muito boa e válida, no entanto, a falta de tempo para desenvolver os projetos sobrecarrega muito os estudantes e acaba não existindo tempo hábil para desenvolver os trabalhos. “Se eu tivesse tido mais tempo, teria alcançado uma colocação melhor, pois poderia ter trabalhado mais, ter testado mais e concluído o aplicativo. Passei noites sem dormir. Tive dois meses para aprender programação e mais um mês para desenvolver o projeto. No final, o tempo não foi suficiente”, avaliou.

Ele e a estudante, também do 2º ano, Catarina Lustosa, ainda apontaram como um problema a ser resolvido para a próxima feira o espaço destinado à apresentação dos trabalhos. “Reservaram um espaço muito pequeno para 26 escolas se apresentarem. Quem entrava não saía e quem saía não entrava, não conseguíamos encontrar uma tomada para ligar o notebook e demonstrar o trabalho. Isso incomodou bastante, sem contar que ficamos espremidos e com muita dificuldade de locomoção”, relataram. 

Além das sugestões de que o evento comece a ser organizado agora para 2018 e que seja destinado um espaço maior para as apresentações, João Pedro afirmou que seria muito bom se as escolas levassem todos os seus alunos para conhecer a feira, pois isso faria com que mais jovens se interessassem em participar e enriqueceria muito a Fecibra. “Seria muito importante também se os organizadores conseguissem encontrar patrocínio para os projetos, pois muita coisa boa foi desenvolvida lá e vai acabar caindo no esquecimento, por falta de recursos para se colocar em prática”, destacou.

Além da orientação das professoras, João Pedro se dedicou a aulas de programação, com o apoio de seu amigo Roberto Guedes Clavijo. O ex-aluno da Fernando Amos, João Vítor Dias, também ajudou a escola na gravação e edição do vídeo de apresentação do aplicativo.

 

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