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Movimento de esquerda se reorganiza na cidade

Matéria publicada na edição de 6 de agosto de 2017

Nessa sexta-feira, 4, o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (MAIS) anunciou sua união ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), aprovada em congresso realizado entre os dias 27 e 30 de julho. A decisão foi resultado de debate interno que envolveu mais de 800 militantes em todo país.

Em Bragança Paulista, o resultado dessa união foi a filiação de dois conhecidos militantes de esquerda ao PSOL, Fred Zenorini e Tales Machado de Carvalho.

Tales é membro do MAIS e considerou que a entrada no partido fortalece a organização de esquerda. “Hoje, o PSOL é um importante polo de atração em nível nacional para todos aqueles que se opõem ao Governo Temer e que também não enxergam Lula e o PT como alternativa”, considerou o advogado.

Fred também acredita nesse fortalecimento da esquerda. “Comporemos o PSOL aqui em Bragança para fortalecer também um polo em oposição de esquerda que é composto por ativistas independentes que querem uma alternativa ao Governo Jesus Chedid”, explicou o professor.

Tales e Fred atuaram por muitos anos no PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) local. Tales foi um dos fundadores da sigla e candidato a vice-prefeito em 2008. Fred foi candidato a prefeito pelo partido em 2008 e 2012.

Em nota, o MAIS informou que pretende lutar contra o Governo Temer e as medidas que estão sendo implantadas por ele. “Vivemos tempos desafiadores. A ofensiva da classe dominante sobre os trabalhadores e o povo brasileiros coloca, de modo incontornável, a tarefa da resistência unificada dos explorados e oprimidos. Sem a máxima unidade “dos de baixo” será impossível deter os ataques do andar de cima. O impeachment orquestrado pela direita foi, antes de tudo, um golpe para destruir direitos históricos da classe trabalhadora. O MAIS se somará ao PSOL para fortalecer a luta contra o ilegítimo governo Temer e suas contrarreformas, e por eleições diretas e gerais. Mas há um sentido mais profundo em nossa decisão. É tempo de construir um novo caminho para a esquerda brasileira.

Os 13 anos de governos de conciliação de classes do PT desaguaram, tragicamente, no golpe parlamentar. É preciso extrair lições dessa experiência. A opção pelo pacto com os grandes empresários e partidos da direita cobrou seu preço”, diz a nota divulgada à imprensa.

O Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista também declarou que a intenção é promover atuação política nas ruas, locais de trabalho e estudo. “É tempo de dar passos em frente no processo de reorganização da esquerda brasileira. Nesse sentido, o PSOL apresenta-se como o principal e mais dinâmico partido independente do lulismo. A tarefa é difícil e, ao mesmo tempo, desafiadora: reencantar os trabalhadores para enfrentar as amarras estruturais que prendem nosso povo à pobreza e à exploração. Em outras palavras, apresentar um programa que ouse afrontar os privilégios seculares de uma burguesia racista, corrupta e submissa ao imperialismo. Assim, o #MAIS se somará ao PSOL para recuperar as ruas e o trabalho de base nas fábricas, periferias e locais de estudo enquanto espaços centrais de atuação política”, declarou a Coordenação Nacional do MAIS.

 

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