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Paixão

Inicio o texto dessa semana me desculpando com meus queridos leitores por minha ausência nas últimas duas edições. Não pensem que me cansei de escrever, não, jamais, é que, como diria um dos meus autores favoritos, “O correr da vida embrulha tudo...”.

Escrever é pra mim uma paixão, e ainda que vez por outra me ausente desse exercício sagrado, jamais o deixarei de fazer. Sendo assim, lá vai a crônica dessa semana, prepare-se, porque ela é justamente sobre paixão.

A noite estava tão fria, mas tão fria, que eu sentia doerem-me os ossos. O vento cortante rasgava o ar tal qual uma lâmina afiada a um pedaço de papel. E eu não sei se era a proximidade à água que tornava a sensação térmica ainda pior ou se era o fato de eu ter quisto estrear um casaco novo, que, no entanto, não era suficientemente quente para a ocasião. Tudo era frio, não fosse a paixão.

Não, não se tratou de um encontro amoroso, não. Mas de um reencontro de minha alma com sua essência e seu propósito.

Naquela noite gélida, mais uma vez, o Eterno me mandou lembranças, relembrando-me de quem sou.

Naquela noite extremamente fria, eu saí de casa para assistir à apresentação da Orquestra Bachiana Filarmônica do Sesi, sob a regência do maestro João Carlos Martins. E foi aí, entre um acorde apaixonado e outro, que o Eterno susssurou-me o segredo perene: Aninha, nunca se esqueça de cultivar sua essência. É assim que eu gosto, teimosa, persistente. Não deixe a vida adulta fazê-la afrouxar as rédeas, as rédeas que eu mesmo a ensinei a controlar, com amor e força, a fim de que sua existência nesse plano seja sublime e feliz!

Sabe, eu sou do tipo de pessoa que se arrepia ao ouvir música boa. E também sou do tipo de pessoa que não se rende, daí eu ousar me comparar, obviamente que com as devidas proporções, ao maestro João. Somos, os dois, tinhosos. Se me dizem que eu não posso fazer algo... ah, era melhor não ter dito nada, porque eu posso até buscar forças nas minhas entranhas, mas eu vou fazer. Foi Papai quem me ensinou assim. Era Papai o Maestro Maior daquela noite fria, regendo os astros e toda a vida e até mesmo as batidas de meu coração. Foi Ele quem me ensinou que não devemos nos impor limites, mas superá-los, tal qual o maestro João. Da dor, pode nascer beleza. Das impossibilidades, a teimosia e a persistência podem fazer brotar poesia.

O Maestro Eterno saberá nos conduzir em segurança rumo àquilo que somos. Basta que vivamos com paixão!

 

 

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