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Crise

Há alguns anos, ouvimos falar que o Brasil está em crise. Se antes ela podia ser considerada uma marolinha e realmente não havia trazido tantas consequências, agora não mais. Ela afetou praticamente todos os setores da economia e fez as famílias brasileiras voltarem a pensar duas vezes antes de assumir dívidas e a comparar preços antes de comprar. Isso sem contar aquelas que tiveram de cortar gastos para se adequar à nova realidade.

Mas a crise que se instalou no Brasil vai além da crise econômica. O que estamos testemunhando é uma crise generalizada, de valores éticos e morais que se reflete em todos os segmentos da sociedade, com mais destaque nos últimos tempos para a política.

A cada dia, um novo caso de corrupção é descoberto e divulgado. E a cada novo escândalo, os brasileiros ficam indignados, esbravejam nas redes sociais.

A corrupção está presente no mundo desde sempre, seja em qualquer setor, incluindo a política. O diferencial dos tempos que estamos vivendo é que agora tudo é divulgado, consequentemente, temos a impressão que nunca antes na história do país vivemos uma onda de corrupção tão grande, afirmação que ficará gravada em nossa história e que será impossível de ser rebatida, haja vista, como já citamos, não se via, há alguns anos ou décadas, tamanha e tão veloz divulgação dos fatos como agora. Além de ações tão escarnecedoras, como um governo liberando descaradamente bilhões em emendas parlamentares para comprar deputados que votem a seu favor, impedindo sua investigação por corrupção.

Testemunhamos também a aprovação de leis que vão alterar sensivelmente a vida dos trabalhadores brasileiros, como a possibilidade de terceirização e a Reforma Trabalhista. A Reforma da Previdência, como está proposta, também é bastante prejudicial à classe trabalhadora e deve ser a próxima lei a ser aprovada e sancionada pelo ilegítimo governo federal.

E os trabalhadores até o momento têm sido meros espectadores de tudo isso, parecem estar anestesiados, sem forças para expressar sua contrariedade a essas medidas. Em 120 dias, quando a Reforma Trabalhista entrar em vigor, vamos sentir na pele e nos bolsos seus reflexos. Será necessário isso para o povo brasileiro acordar?

A manifestação pelas redes sociais não traz resultados efetivos às batalhas que temos de travar para combater as ações contra os direitos da classe trabalhadora, conquistados após muita luta e persistência. As redes sociais colaboram apenas para efeitos de comunicação e adesão a movimentos. Agora, enquanto ficarmos apenas esbravejando por meio de nossos smartphones, tablets e computadores, ou seja lá qualquer outro meio de acesso à internet e redes sociais, nada vai mudar. As reformas planejadas pelo governo em favor do empresariado vão prosseguir ocorrendo e as ações antiéticas e vergonhosas de nossos políticos também.

No dicionário Houaiss, a palavra crise tem alguns significados interessantes. Um deles é na área de História da Medicina, que diz: “segundo antigas concepções, o 7º, 14º, 21º ou 28º dia que, na evolução de uma doença, constituía o momento decisivo para a cura ou para a morte”.

Em alusão a essa definição, pensamos que estamos exatamente nesse momento. É hora de decidir se vamos acordar, arregaçar as mangas, sair às ruas e lutar para manter nossos direitos, derrubando essas reformas imundas e votando mais conscientemente para tirar do poder os políticos que se beneficiam do sistema podre instalado por sucessivos governos e então nos curar desse câncer que nos atinge, ética e moralmente, ou se vamos deixar que ele nos mate enquanto nação.

A história dirá qual foi nossa escolha, mas a falta de esperança nos acomete e nos entristece profundamente.

Uma boa semana a todos!

 

 

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