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Sistema Cantareira volta a utilizar índice único no sistema de armazenamento

Matéria publicada na edição de 16 de maio de 2017

 Superação da crise hídrica com a entrega de obras e ações da companhia, recuperação dos mananciais e volta das chuvas à normalidade motivaram a decisão

 

A Sabesp vai voltar a utilizar só um índice de armazenamento no principal manancial que abastece a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP): o Sistema Cantareira. Desde essa segunda-feira, 15, a companhia está divulgando apenas o atual “Índice 3”, que passará a ser denominado  apenas “Índice Armazenado”, como era feito antes da  crise hídrica de 2014 e 2015 e que sempre foi usado para divulgar os índices  de todos os mananciais que abastecem a região metropolitana.

Na prática, como a Sabesp deixou de bombear a água das reservas técnicas, não faz mais sentido incluir esse volume na medição, mesmo que a experiência durante a crise tenha provado que é possível usar essa água para abastecer a população. O bombeamento da água das reservas completou três anos. A utilização ocorreu até dezembro de 2015.

A companhia vai manter somente o indicador relativo ao volume útil. O “Índice Armazenado” é obtido pela divisão do volume armazenado pelo volume útil máximo. O volume útil total do Sistema Cantareira é de 982,07 bilhões de litros. Ou seja, esse é o volume de água que cabe quando as represas do sistema estão com 100% de capacidade. Para calcular o “Índice Armazenado”, basta dividir o volume de água de um dia específico pelo volume útil e multiplicar o resultado por 100.

A simplificação é resultado de três fatores: a superação da crise hídrica com as diversas obras executadas pela Sabesp, a recuperação dos volumes armazenados nas represas e o retorno das condições hidrológicas normais.

Com o retorno do “Índice Armazenado” como único indicador do Cantareira, deixarão de ser exibidos o “Índice 1” e o “Índice 2”. Ambos incluíam as reservas técnicas nos cálculos. Vale lembrar que a adoção de três índices em 2015 se deu em razão da necessidade de demonstrar com  total transparência  a presente situação de disponibilidade de água à população.

Não fazia sentido apresentar índices negativos enquanto a Sabesp captava a água das reservas técnicas, já que não existe “volume negativo”. Da mesma maneira, superada a crise, não faz sentido apresentar índices superiores a 100%.

SISTEMA ALTO TIETÊ

Nessa segunda-feira, a Sabesp altera também o nível mínimo operacional da represa Biritiba-Mirim, do Sistema Alto Tietê, que volta a ser de 752,5 m (isso equivale à altitude do ponto mais baixo de retirada de água em relação ao nível do mar). O nível anterior era 749 m. Isso diminui o volume total, já que não há mais necessidade de considerar a reserva técnica daquele manancial. A mudança reduz em 13,65 bilhões de litros o volume máximo dessa represa e do sistema como um todo. Essa alteração refletirá em redução de cerca de 1% no índice de armazenamento do Sistema Alto Tietê.

Desde 2003 a Sabesp publica diariamente as condições de armazenamento de todos os oito sistemas produtores que abastecem a RMSP na internet. Eles podem ser consultados a partir do seguinte endereço: http://www2.sabesp.com.br/mananciais/DivulgacaoSiteSabesp.aspx.

Além do volume, o boletim dos mananciais traz informações sobre a pluviometria do dia, a acumulação no mês e a média histórica. A partir dos boletins detalhados, é possível encontrar informações sobre todos os mananciais que atendem a Região Metropolitana de São Paulo: Cantareira, Guarapiranga, Alto Tietê, Rio Grande, Rio Claro, Alto Cotia, Baixo Cotia e Ribeirão da Estiva.

 

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