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O que mudou?

Estamos prestes a completar 130 dias de mandato e entrando no quinto mês do ano, o que nos leva a questionar: o que efetivamente mudou com a nova Administração?

O grupo que ora está administrando o município foi eleito com expressivo apoio dos eleitores. Foram 60.822 votos para a dupla Jesus Chedid e Amauri Sodré, ou mais de 60% dos votos válidos.

O resultado das urnas representou, de certa forma, a aposta da população em governantes mais experientes, tanto no quesito idade como pelo fato de que já haviam governado o município.

Os inúmeros problemas que a cidade tinha, e ainda tem, e a promessa de campanha de que eles seriam resolvidos levou os eleitores a apostarem suas fichas em Jesus e Amauri.

Porém, na prática, a teoria muda um pouco. E o povo deveria se acostumar e aprender com isso. Agora que o grupo está eleito, é comum seus representantes declararem que não têm varinha mágica para resolver os problemas da noite para o dia. E eles não têm mesmo, como nenhum candidato que postulava o cargo tinha ou teria.

Os problemas que assolam o município dependem de recursos financeiros para serem sanados e isso é produto em falta no mercado, arriscamos dizer, em todos os municípios brasileiros, e também na esfera estadual e na União.

Ocorre que os atuais governantes já sabiam disso quando concorreram, mas mesmo assim tinham na ponta da língua soluções prontas para praticamente tudo. Se por um lado não tiveram acesso a detalhes das finanças municipais, por outro, era evidente a crise, haja vista que o prefeito anterior deixou até de dar reajuste salarial ao funcionalismo por conta da escassez de recursos. Quem faria isso sabendo do desgaste político que teria?

E o grupo do prefeito Jesus e do vice Amauri, quando os anunciou como candidatos, assegurou ao funcionalismo que poderia confiar nele, pois daria ao menos 1% de aumento assim que assumisse o cargo, em janeiro de 2017, o que não se concretizou.

Some-se a isso, a burocracia inerente ao exercício de cargos públicos. Há necessidade de fazer licitação para a maioria das ações governamentais, o que fatalmente atrasa ou dificulta a execução de programas. Um exemplo é a distribuição de kits de material escolar, que até agora não ocorreu.

E as lâmpadas apagadas, que a partir de 2 de janeiro deste ano não existiriam mais na cidade (conforme prometido quando do anúncio de Jesus e Amauri como candidatos) e que, num segundo momento, seriam todas religadas em 60 dias, a partir de janeiro? Grande parte continua apagada. Na última semana, o líder do prefeito, vereador Paulo Mário, pediu calma ao vereador Mário B. Silva, que cobrou mais efetividade na religação das lâmpadas, pois a nova empresa que está prestando o serviço está há apenas 40 dias operando. Ora, como assim? Se o prefeito não fosse do seu grupo ele estaria calmo? Os munícipes que todas as noites têm de andar pelas ruas escuras estão calmos?

E na Saúde? A ABBC tão criticada por representantes desse grupo continua contratada pelo município. Houve melhora no atendimento? O que houve foi a demonstração de que a Prefeitura agora está mais rígida com a organização social, mas, na prática, para a população, pouca coisa melhorou. Essa semana, pacientes do posto de saúde do Toró ficaram mais de uma hora na fila para marcar consulta. Na UPA da Vila Davi, o tempo de espera aumentou em relação ao ano passado. E a fila de exames e consultas com especialistas, que no ano passado motivou até uma representação ao Ministério Público pelo grupo que agora está no poder, segue gigantesca, da mesma forma. Sem contar a midiática inauguração do Bom Jesus, chamado de UPA pela Administração, mas que não passa de um posto de saúde em formato diferenciado, que atende sem agendamento prévio, mas nada além disso.

E o que mudou, então, caro leitor, se até as desculpas são as mesmas em algumas situações?

O que está diferente são as críticas, que agora não ecoam em emissora de rádio, nem tomam conta dos pronunciamentos dos vereadores, já que a maioria está neutralizada, uma vez que foi eleita pelo mesmo grupo.

Na parte de conservação da cidade, é preciso reconhecer o esforço do secretário Anizinho, que já fez muita coisa, mas ainda há muito a se fazer.

E, na verdade, o que precisa mudar é a consciência do povo, é o entendimento da coisa pública. Os cidadãos precisam entender que nenhum governante é mágico e consegue resolver os problemas da noite para o dia, ainda que assim ele prometa durante campanha eleitoral.

Uma boa semana a todos!

 

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