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Manifestar pra quê?

Os atos públicos que ocorreram em todo o país na última sexta-feira, 28, e que teve a adesão de Bragança Paulista, são um importante capítulo da História do Brasil. Apesar de muita gente ainda se perguntar o porquê dos manifestos e se irritar com os transtornos que eles causam, o ato foi legítimo, positivo e válido, a fim de mostrar que boa parte da população não está e não ficará inerte às reformas absurdas que o Governo Temer, ilegítimo, está impondo goela abaixo dos trabalhadores.

Todos os direitos trabalhistas vigentes atualmente foram conquistados com muita luta e luta sempre significou engajamento, enfrentamento, protesto. Consequências de atos públicos não podem ser encaradas como transtornos, afinal, estamos em uma democracia e, pelo menos até agora, o direito de nos manifestar não nos foi tirado.

Tanto a Reforma da Previdência como a Reforma Trabalhista, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora irá ao Senado, representam prejuízos concretos aos trabalhadores. E isso já deveria bastar para que a população protestasse, não nas redes sociais apenas, mas nas ruas.

Em vez disso, vemos ataques aos manifestantes. Ataques que, muitas vezes, partem de trabalhadores, de pessoas que dificilmente irão se aposentar e, se chegarem a alcançar o benefício, ele não representará um valor digno, caso a Reforma da Previdência seja implantada.

E um dos fatores que está por trás disso é o objetivo do governo em beneficiar os grandes empresários do país, os bancos, por exemplo, que certamente ampliarão a oferta e lucrarão muito mais com os planos de previdência privada. Quem tiver condições de aderir terá mais chances de chegar à terceira idade com mais dignidade. Quem não tiver amargará a realidade de ter de continuar trabalhando mesmo após idade avançada e de ter contribuído a vida toda com o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Sim, porque só assim conseguirá sobreviver. E isso se conseguir emprego com o avanço da idade.

Vemos nos dias de hoje um imediatismo perigoso. As pessoas parecem não se preocupar com o futuro breve, daqui a 10, 20 ou 30 anos. As redes sociais certamente estarão ainda mais velozes e práticas, mas isso não colocará comida na mesa, não dará dignidade alguma, como hoje também não o faz.

Por isso, ouçam o clamor dos cidadãos que estão protestando. Abram os olhos, desliguem a televisão, a rádio, fechem certos jornais,  tenham cuidado com as bolhas nas redes sociais, e procurem se informar buscando conhecer os dois lados da moeda, pois na maior parte da imprensa o que se vê é o discurso governista. Uma busca dos projetos originais das reformas na página da Câmara dos Deputados é uma boa pedida.

Neste momento, não se trata de ser contra ou a favor do governo atual, de ser a favor de grupos políticos ou não. Trata-se de tentar garantir que nós, nossos filhos e, quiçá, netos, tenhamos o direito a aposentadoria com as regras atuais, que, diga-se de passagem, já não são as melhores. Se as reformas passarem, o cenário vai ficar ainda pior para o trabalhador.

Acorda, Brasil! Acorda, Bragança Paulista! Parabéns a todos que foram as ruas em todo o país, e especialmente em Bragança nessa sexta-feira!

 

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