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28 de abril de 2017

Por Ana Raquel Fernandes

Eu vi pessoas caminhando pelas ruas,

E elas atrapalhavam o trânsito.

Era o livre trânsito das ideias posto em prática,

Em carne, osso e indignação.

Eram meus irmãos que caminhavam,

Meus irmãos trabalhadores,

E eu ouvi que os chamavam de vagabundos.

Eu me vi caminhando com eles,

Com a adrenalina e a paixão de quem caminha rumo à liberdade.

Eu senti correr em minhas veias o velho sangue rubro,

Que tanto destoa do azul das elites opressoras.

E era muita gente, um mar de gente lutando contra a maré

Do oportunismo e da injustiça.

Eu ouvi no noticiário o quanto o noticiário é mentiroso,

Como ele induz a conclusões errôneas,

E me senti envergonhada da mídia de meu país.

Mas quando me lembro da marcha de meus irmãos,

E do fato de que ela se estendeu por todo esse país que amo...

Ah, a minha alma inquieta sente sua esperança renovar-se.

E tenho ânimo para persistir lutando.

Eu nunca fugi de lutar por aquilo que é justo,

Por isso, não vou me omitir num momento crucial como este.

Eu sempre soube de que lado estava e não o abandono.

Ana Raquel Fernandes é professora de Língua Portuguesa, subversiva. Críticas e sugestões para: ana1lugar@yahoo.com.br

 

 

 

 

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