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Vereadores da situação tentam blindar Administração de críticas

Matéria publicada na edição de 20 de abril de 2017

 

Na tarde de terça-feira, 18, mais uma sessão ordinária foi realizada na Câmara Municipal de Bragança Paulista. A reunião voltou a se estender por mais de quatro horas e contou com críticas à Administração, algumas travestidas de pedidos de melhorias. Vereadores da situação tentaram blindar o prefeito e sua equipe, ressaltando, por exemplo, que não há varinha mágica para resolver todos os problemas de uma vez só.

Um assunto já tratado anteriormente e que voltou a ser abordado foi a contratação da Liesb (Liga Independente das Escolas de Samba de Bragança Paulista) para o Carnaval, feita por meio de processo de inexigibilidade.

O vereador Quique Brown, que vem acompanhando o trâmite, recebeu resposta da Prefeitura e constatou que houve erro jurídico na contratação. De acordo com ele, para fazer o processo de inexigibilidade, a Prefeitura teria de ter publicado uma justificativa, explicando por qual motivo fez essa opção. O vereador disse que pela resposta enviada essa publicação não ocorreu, o que considerou um erro grave do Jurídico da Prefeitura.

A situação da Faros D’Ajuda foi comentada pelo vereador Basílio Zecchini Filho, que explicou que a Prefeitura precisa regulamentar o Abrigo Municipal. O vereador disse que a gestão anterior elaborou o projeto e encaminhou à Câmara, mas ele não chegou a ser votado, sendo devolvido à Prefeitura, no final do ano. Basílio questionou a atual Administração sobre o assunto e recebeu como resposta que o projeto está em análise.

A vereadora Beth Chedid, presidente da Câmara, falou sobre a situação que Bragança Paulista e outros municípios da região estão enfrentando com relação à Sabesp. Com contratos vencidos há alguns anos, todos vêm buscando uma solução, mas sem êxito. Beth disse que o tratamento que a Sabesp dispensa para a região é desprezível. Segundo ela, o tratamento da água da Represa Jaguari custa bem menos (1 dólar) do que o que é feito na água das Represas Billings e Guarapiranga (100 dólares). A nova tentativa de sanar o problema é a formação de um consórcio intermunicipal, informou Beth.

O vereador Moufid Doher continuou cobrando a Prefeitura sobre dados com relação ao pagamento da Embralixo. Ele afirmou que estão pendentes de pagamento os meses de janeiro e fevereiro e alertou que a Prefeitura não está respeitando a ordem cronológica, pois já teria pago o mês de março. Criticando o secretário de Finanças, Luciano Aparecido de Lima, o vereador disse que “ele tem dado notícias mentirosas para o jornal”.

Das propostas em pauta, todas receberam aprovação unânime. Foram aprovados:

- Projeto de Lei Complementar 06/2017, oriundo do Projeto de Lei 3/17, que dispõe sobre a concessão de incentivos fiscais a imóveis que se encontram em áreas de proteção ambiental;

- Moção 07/2017, que requer a adoção de providências para uma ampla reforma no prédio da Escola Municipal João Rissardi Júnior, localizada no Bairro Água Comprida;

- Moção 15/2017, que pede ao prefeito estudos visando à reativação da Unidade Móvel de Saúde, conhecida como “Ônibus da Saúde”, no município;

- Moção 18/2017, que pede estudos para a informatização do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) para um melhor apoio à população;

- Projeto de Lei 09/2017, que dispõe sobre a criação do Programa Vou de Bicicleta e institui o Selo Empresa Amiga do Ciclista.

A reunião terminou às 20h50.

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