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Bronquiolite: você sabe o que é?

Hoje, vamos falar um pouco sobre a bronquiolite, uma doença viral que tem maior índice de incidência no outono/inverno, acometendo especialmente crianças de até dois anos de idade. Se não tratada, a doença pode ter complicações graves.

Confira o que a pediatra Jéssica Reginatto, da Clínica Bragança, falou sobre o assunto.

1 – O que é a bronquiolite?

A bronquiolite é habitualmente causada por uma infecção viral, na maioria dos casos por um vírus chamado Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Outros vírus também podem ser os responsáveis, como Rinovírus, Influenza, Parainfluenza e Adenovírus.  A infecção origina o inchaço das minúsculas vias respiratórias no interior dos pulmões, as quais se denominam bronquíolos. O inchaço causa o estreitamento das vias respiratórias, tornando a respiração mais difícil para a criança.

2 – Quais são os fatores de risco?

Bebês com menos de dois anos; crianças que vivem em lares onde há fumantes; crianças que nasceram de partos prematuros; crianças com problemas no sistema imunitário; crianças com doença pulmonar, neurológica ou cardíaca prévia; ter irmãos mais velhos que frequentemente trazem infecções respiratórias para casa.

3 – Quais os sintomas da bronquiolite?

O período de incubação do vírus costuma ser de dois a cinco dias. Os primeiros sintomas são inespecíficos, típicos de qualquer resfriado, com coriza, espirros, tosse e febre baixa. Na maioria das crianças, o vírus fica restrito às vias aéreas superiores e o quadro não evolui muito a partir daí. Nas crianças mais novinhas, porém, o vírus pode alcançar áreas mais profundas da árvore respiratória, atacando os brônquios e bronquíolos, levando à bronquiolite.

É normal que a criança com bronquiolite apresente recusa alimentar, cansaço para mamar, letargia e sonolência, broncoespasmo (chiado no peito) e tosse persistente, que pode durar por mais de duas semanas.

Nos casos de bronquiolite grave, a criança pode apresentar: dificuldade respiratória, caracterizada por frequências respiratórias elevadas, geralmente acima de 60 incursões por minuto e uso da musculatura abdominal e intercostal durante a respiração, cianose (dedos e lábios arroxeados) e rebaixamento do nível de consciência.

4 – Como é feito o tratamento?

 Na maioria dos casos, a  bronquiolite é uma doença autolimitada, com resolução espontânea após alguns dias. O pico dos sintomas costuma ocorrer entre cinco a sete dias. A recuperação completa geralmente se dá em uma ou duas semanas, mas pode demorar até quatro semanas em alguns casos. Os casos mais graves são aqueles em que o bebê apresenta dificuldade respiratória, principalmente quando há sinais de esforço para respirar. Em geral, apenas 3% dos casos precisam de hospitalização.

Assim como na gripe, não há um tratamento específico para a bronquiolite. Nos casos mais leves, o tratamento pode ser feito em casa, com repouso, antipiréticos e soro nasal. Nebulização com soro também pode ajudar. Se houver algum grau de broncoespasmo, a nebulização com broncodilatadores é indicada.

5 – Há como prevenir a bronquiolite?

A bronquiolite viral é muito frequente e contagiosa, embora haja diversas formas de os pais diminuírem o risco de a criança vir a apanhá-la.

Uma boa lavagem das mãos é a forma mais eficaz de reduzir o contágio da infecção. Tentar afastar-se de pessoas infectadas, sobretudo se a criança tiver menos de três meses. Muitas vezes, as crianças jovens introduzem brinquedos na boca. Se os brinquedos forem partilhados por outras crianças, lave-os frequentemente. Ensine as crianças a evitar a transmissão dos micróbios aprendendo a espirrar ou a tossir para o interior da manga ou do cotovelo. Se houver lenços de papel, as crianças poderão usá-los, colocá-los no lixo e, depois, lavar as mãos. Se a criança frequenta a creche ou a escola, explique à assistente quais os sinais da doença que a criança apresenta. Se puder, mantenha a criança em casa até a respiração melhorar.

 

Para agendar consultas de pediatria e outras 30 especialidades ou marcar seus exames preventivos, ligue na Central de Atendimento da Clínica Bragança: (11) 3404-3043.

Rua José Domingues, 238, Taboão – Bragança Paulista-SP

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