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Envelheça com saúde!

A palavra fragilidade releva como definição a tendência natural ao quebrar, a instabilidade e a vulnerabilidade, características que acompanham o processo de senilidade, ou seja, o ato de envelhecer com o passar dos anos associado a alterações decorrentes de doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes e maus hábitos de vida, podendo gerar incapacidades funcionais.

Tendo em vista a crescente expectativa de vida da população, que revela aumento significativo no número de idosos, é de grande importância a avaliação de modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas, com perda progressiva da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, assim como maior prevalência de processos patológicos que demonstram maior incapacidade com as inúmeras perdas, incluindo papel social, renda, posição social, independência e estrutura anatômica.

Devido às inúmeras formas que o substantivo frágil está enquadrado nos idosos, a fragilidade é entendida como síndrome clínica, podendo ser definida como perda de peso involuntária, exaustão, fraqueza, diminuição da velocidade da marcha e do equilíbrio e diminuição da atividade física. A Síndrome da Fragilidade dos Idosos inclui diversas frentes a serem discutidas e, dentre elas, encontra-se as possibilidades de intervenção da fisioterapia, a qual será tratada com maior enfoque.

No campo fisioterapêutico, vale destacar inicialmente que as características individuais e o grau de fragilidade devem ser observados na definição dos planos de tratamento, sejam elas a curto ou longo prazo. Além disso, é importante ressaltar que a perda de massa muscular é acentuada nos idosos frágeis, mas estudos têm mostrado que os exercícios físicos são benéficos para os idosos nessa condição de saúde. O recurso terapêutico da fisioterapia tem apresentado resultados significativos nessa população, levando ao aumento da amplitude de movimento, melhor desempenho na realização das atividades diárias, melhora na velocidade da marcha, melhora do equilíbrio, redução no número de quedas e bem-estar geral.

Paulo Vergari, fisioterapeuta da Clínica Bragança, diz que é fundamental que durante o processo de envelhecimento, ocorra a maior concentração possível de massa muscular para que se possa retardar a perda inexorável decorrente do passar dos anos e assim promover menor impacto sobre a qualidade de vida dos idosos. Desta forma, vale destacar que a prevenção é a estratégia mais importante e eficiente para atingir esses objetivos. E como ela pode ser feita?

1) Através do treinamento da força muscular:

O treinamento do exercício físico resistido tem sido cada vez mais indicado para idosos, como uma maneira eficiente e segura de melhorar a força muscular e a capacidade funcional. O aumento da capacidade do músculo de gerar força é explicado a partir do princípio de sobrecarga: o grupo muscular é submetido a um trabalho com cargas mais elevadas do que está acostumado a suportar, gerando aumento de tamanho e da força. Os potenciais benéficos a longo prazo são: o menor número de quedas, aumento da mobilidade e independência.

O treinamento de força deve ser realizado pelo menos duas vezes por semana, com um mínimo de 48 horas de repouso entre as sessões, para a recuperação da musculatura e prevenção do super treinamento. Recomenda-se realizar de oito a dez exercícios com oito a 12 repetições para cada conjunto. A seleção dos grupos a serem trabalhados deve ser direcionada aos grandes grupos musculares, sendo que a duração das sessões não deve ultrapassar a 60 minutos.

A prática de exercícios de resistência ainda é a intervenção mais efetiva para aumentar a massa e força muscular em idosos. Porém, é importante ressaltar que alguns idosos podem ter ingestão alimentar reduzida e necessidades protéicas aumentadas, dificultando a obtenção dos efeitos do treinamento de resistência se a nutrição não for adequada.

2) Associando o equilíbrio e a velocidade de marcha à atividade aeróbica:

O treinamento da capacidade aeróbia tem se mostrado eficaz na diminuição da taxa de quedas e também para modificar os seus fatores de risco, em função dos ganhos de força muscular, mobilidade articular, aumento da velocidade da marcha e melhora na qualidade do equilíbrio.

A perda da capacidade aeróbia dificulta a execução das atividades da vida diária (por exemplo, subir escadas, vestir-se, atravessar a rua), pois para realizá-las é necessário o condicionamento cardiovascular. Com base nisto, o treinamento da capacidade aeróbia seria uma estratégia de prevenção de quedas.

Percebe-se hoje que o aumento das habilidades funcionais quando o treinamento de força é combinado com outros tipos de treinamento, como é feito na associação ao treinamento da capacidade aeróbia, tem se mostrado mais eficiente para aumentar o controle do equilíbrio e a velocidade da marcha.

Os exercícios para treino de equilíbrio devem ter duração de dez a 30 segundos com duas a três repetições para cada posição ou exercício, perfazendo um total de 10 a 15 minutos. Os exercícios de equilíbrio podem ser estáticos e/ou dinâmicos, que envolvam alterações no campo visual, mudanças na superfície de sustentação e redução da base de sustentação, aumentando gradativamente o nível de dificuldade e de complexidade das posições.

Para finalizar, é importante ressaltar que, apesar de não existir até o momento um tratamento específico para esta síndrome, a realização periódica de uma avaliação geriátrica global por uma equipe multidisciplinar é capaz de retardar o declínio funcional e prevenir a fragilidade, e assim diminuir o índice de institucionalização e hospitalização, alterando positivamente as taxas de morbidade e mortalidade para esta parcela da população.

 

Para agendar fisioterapia, e outras 30 especialidades ou marcar seus exames preventivos, ligue na Central de Atendimento da Clínica Bragança (11) 3404-3043, localizada na Rua José Domingues, 238, no Taboão, em Bragança Paulista/SP.

 

 

 

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