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Vereadores classificam discussão acalorada da semana anterior como mal-entendido

Matéria publicada na edição de 6 de abril de 2017

Na tarde dessa terça-feira, 4, a Câmara Municipal de Bragança Paulista realizou mais uma sessão ordinária. Desta vez, os ânimos não se exaltaram e os trabalhos transcorreram normalmente, por cerca de quatro horas.

Após a participação dos candidatos à eleição do Sismub (Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Municipais de Bragança Paulista e Região), na Tribuna Livre, a pauta foi invertida. Os projetos foram, então, colocados em discussão.

Foram aprovados, por unanimidade, as seguintes propostas:

- Projeto de Lei 12/17, do vereador Ditinho Bueno. O PL visa a regularizar o nome da Rua 13 do loteamento Parque Brasil, para Travessa Pastor Manoel Salvador de Almeida. A Rua 13 é um prolongamento natural da travessa e a divergência de nomes dificulta a expedição de documentos junto à Prefeitura;

- Projeto de Lei 1/17, de autoria da vereadora Rita Leme, que altera a Semana Municipal de Conscientização do Autismo para Semana Municipal de Conscientização do Autismo e Demais Pessoas com Necessidades Especiais;

- Moção 5/17, de autoria do vereador João Carlos Carvalho, a fim de avaliar a obrigatoriedade, por parte dos estabelecimentos de ensino municipais e particulares, de disponibilizar e treinar um funcionário em curso de primeiros socorros;

- Moção 8/17, do vereador Antônio Bugalu, que requer a implantação do programa Remédio em Casa;

- Moção 9/17, do vereador João Carlos, que requer ao Executivo estudos visando à regularização fundiária urbana dos terrenos da Rua Vicente Garisto, no Torozinho;

- Projeto de Lei Complementar 1/17, que altera a legislação vigente, visando a estabelecer a obrigatoriedade de que, nos parques de diversões, públicos e privados, 5% de cada brinquedo e equipamento, no mínimo, sejam adaptados e identificados para possibilitar sua utilização por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida;

- PLC 5/17, de autoria da Mesa Diretora da Câmara, que dispõe sobre a concessão de reajuste de remuneração aos servidores públicos da Câmara Municipal. A proposta estabelece 7% de reajuste salarial e o valor de R$ 360,00 como auxílio-saúde, além de R$ 600,00 como vale-alimentação.

“ESTÁ MAIS DO QUE RESOLVIDO”, DIZ MÁRIO SOBRE

EPISÓDIO DA SEMANA PASSADA

Após a votação dos projetos, os vereadores ocuparam a Tribuna para abordar diversos assuntos. A necessidade de operação tapa-buracos e de limpeza de mato voltou a ser mencionada, bem como a urgência que algumas estradas rurais têm por manutenção.

A implantação de radares com velocidade máxima permitida de 60 km/hora na Rodovia Alkindar Monteriro Junqueira, a Bragança-Itatiba, voltou a ser abordada. Os vereadores pediram informações ao DER (Departamento de Estradas de Rodagens) sobre a definição desse limite de velocidade e demonstraram discordância com o fato.

E quando o assunto é rodovia, fatalmente vem à tona a obra da SP-008, a Capitão Barduíno ou Bragança-Socorro, como é mais conhecida. A obra de duplicação foi anunciada em junho de 2014, na própria sede do Legislativo bragantino. Naquela época, a previsão é que no ano seguinte fosse aberta licitação, mas isso até agora não ocorreu, o que faz com que os vereadores cobrem, vez por outra, uma posição do governo estadual. Cobranças nesse sentido ocorreram na sessão de terça-feira.

O valor que a Prefeitura paga por ambulâncias também foi debatido. De acordo com o vereador Moufid Doher, o prefeito Jesus Chedid teria afirmado que a Administração anterior pagava R$ 30 mil. Em resposta a pedido de informação feito por ele, a secretária de Saúde disse que se está pagando R$ 5.433,33 por cada ambulância e que no momento há três veículos locados.

Moufid disse que o valor de R$ 30 mil era correspondente a seis ambulâncias e defendeu que o mesmo valor de locação que se pagava na Gestão Fernão Dias está se gastando agora. Para ele, o prefeito Jesus foi mal-informado.

Os vereadores Cláudio Moreno e Paulo Mário defenderam o prefeito, dizendo que o valor de R$ 30 mil se referia à ambulância locada para ficar à disposição da população na UPA (Unidade de Pronto-atendimento) da Vila Davi. De acordo com eles, a Administração Fernão Dias pagava R$ 30 mil pelo serviço e agora o valor não passa de R$ 15 mil, incluindo ambulância e motoristas.

A resposta enviada ao vereador Moufid, no entanto, se referia a ambulâncias que fazem o transporte de pacientes para outros municípios.

Outro assunto abordado foi a discussão acalorada entre os vereadores Mário B. Silva e Cláudio Moreno, ocorrida na sessão do dia 28 de março e noticiada pelo Jornal Em Dia no domingo, 2.

Mencionando as obras que estão sendo feitas na cidade, por intermédio de verbas encaminhadas pelo deputado federal Paulinho da Força, Mário lembrou que o episódio da semana anterior foi um mal entendido.

Paulo Mário Arruda de Vasconcellos perguntou a Mário então se ele não teve a intenção de ameaçar ou ofender o vereador Cláudio. Mário disse que não teve a intenção de ameaçar ou ofender Cláudio e nem outro vereador. “Está mais do que resolvido”, disse Mário.

Cláudio, por sua vez, afirmou que diante disso recuaria em sua posição de denunciar Mário ao Conselho de Ética. Já no momento reservado aos interesses pessoais, o vereador mencionou o Jornal Em Dia, dizendo que a discussão foi por respeito, e não por vaidade, e que o debate de ideias deve mesmo ocorrer na Câmara “porque aqui é parlamento e parlamento precisa debater mesmo”. Cláudio ainda reconheceu que houve exagero nas colocações entre ele e Mário na semana anterior.

A sessão terminou por volta das 20h.

 

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