O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

“Bom Jesus não é de fato uma UPA”, afirma vereador

Matéria publicada na edição de 16 de março de 2017

 

Na terça-feira, 14, a sessão ordinária da Câmara Municipal foi bastante longa, durou mais de cinco horas. Após os debates em torno do assunto principal, as Contas de 2014 da Prefeitura, que acabaram sendo rejeitadas, os vereadores ainda se manifestaram sobre outras questões.

O vereador José Gabriel Cintra Gonçalves, por exemplo, cobrou providências para a Rodovia Padre Aldo Bollini, no trecho do km 76, região do Morro Grande, em que a pista está desabando. Gabriel disse que o local está com restrição de tráfego de cargas muito pesadas, o que está causando problemas a estabelecimentos comerciais da região.

Marcus Valle registrou o Requerimento 158/2017, em que solicita ao DER (Departamento de Estradas e Rodagens) o aumento do limite de velocidade para 80 km/hora na Rodovia Alkindar Monteiro Junqueira, a Bragança/Itatiba. No local, radares móveis vêm registrando a velocidade máxima de 60 km/hora, o que na opinião do vereador faz com que a medida se torne uma fábrica de multas.

Alguns agradecimentos à Prefeitura por serviços realizados, como os reparos na Avenida Atílio Menin e Rua João Franco, no cruzamento com a Rua Padre João Pastrana, e pela limpeza do Ciles do Parque dos Estados, também foram registrados.

O vereador Antônio Bugalu ainda pediu aos colegas que cada um fizesse um documento e encaminhasse aos deputados aos quais têm acesso pedindo para votarem contra a PEC 287/16, a conhecida Reforma da Previdência. Ele também comentou que no dia seguinte haveria manifestações em todo o país contra a proposta.

Basílio Zecchini Filho também comentou o assunto, afirmando que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se manifestou contrária a maneira como a reforma está sendo imposta. Ele declarou apoio às manifestações.

Mas a declaração mais polêmica da reunião foi do vereador Dr. Cláudio. Indagado pelo colega Cláudio Moreno sobre sua posição com relação à ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária), ele disse que não mudou de posição sobre a organização social. Na semana passada, após o anúncio de que os contratos com a ABBC seriam prorrogados, Dr. Cláudio escreveu em sua página no Facebook um comentário criticando a medida.

Nessa terça, durante a sessão, ele reforçou sua posição, dizendo que a ABBC prestou um desserviço à Saúde do município e que não vê a hora de a empresa ir embora.

Em seguida, ele fez algumas considerações sobre o Bom Jesus. “Quando a gente diz UPA Bom Jesus, primeiro que o Bom Jesus não é de fato uma UPA. Não tem raio-X, não tem exame laboratorial, não temos leitos de internação, portanto, ele não se enquadra em porte nenhum em relação a uma UPA”, afirmou Dr. Cláudio.

Questionado sobre como o espaço deveria ser chamado então, ele respondeu: “Estou dizendo que ela não se caracteriza como uma UPA. Aliás, aquela fachada acho que deveria retirar de lá”.

Além dessa declaração um tanto quanto polêmica para um vereador que pertence à bancada da situação, haja vista que a recolocação em funcionamento do Bom Jesus como um serviço de pronto-atendimento é a menina dos olhos da atual Administração, Dr. Cláudio ainda contou um episódio de atendimento feito na unidade de saúde.

De acordo com ele, a mãe de uma criança de um ano e meio teria procurado o Bom Jesus porque ela apresentava febre. A médica que atendeu a paciente pediu exames de sangue e urina. O hemograma, conforme relatou o vereador, foi colhido, mas a urina não. Quando os resultados chegaram, a surpresa foi que também veio o do exame de urina, que sequer havia sido colhido. “Chega a ser uma aberração”, disse Dr. Cláudio, considerando que o erro provavelmente ocorreu na hora de etiquetar o exame.

O líder do prefeito, Paulo Mário, não fez uso da palavra ao final, como de costume. Ele disse que daria resposta a dois assuntos que ficaram pendentes na próxima semana.

PARTICIPAÇÕES NA TRIBUNA LIVRE

No início da sessão, duas participações populares ocuparam a Tribuna Livre. Primeiramente, o ex-vereador Noy Camilo prestou esclarecimentos sobre a atuação de sua empresa, a Dynamica Camilo, na administração dos condomínios Nicola Cortez I, II, III e IV.

A participação foi motivada pelas reclamações registradas na semana anterior.

A segunda participação foi da secretária municipal de Saúde, Marina de Oliveira, que contou aos vereadores todo o trâmite que levou a Administração a prorrogar os contratos com a ABBC, ressaltando que esta não era a vontade do prefeito.

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player