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Paciente atendido na UPA da Vila Davi e diagnosticado com virose morre por meningite

Matéria publicada na edição de 29 de janeiro de 2017

Nessa semana, um homem de 40 anos morreu e constatou-se que a causa da morte foi meningite pneumocócica. O fato causou polêmica porque a família da vítima acusa a UPA (Unidade de Pronto-atendimento) da Vila Davi de negligência.

Conforme a notícia publicada no portal G1, Valdeci de Souza, de 40 anos, procurou a UPA da Vila Davi, na tarde de terça-feira, 24, pois estava passando mal. O quadro incluía vômitos, dor no corpo e agitação.

A família contou ao G1 que a equipe médica da UPA diagnosticou o quadro de Valdeci como virose. A mãe do paciente, então, teria insistido para que fossem feitos testes de meningite e de dengue, mas os médicos da UPA teriam recusado.

O estado de Valdeci foi piorando, o que levou a UPA a pedir a transferência do paciente para o Husf, o que efetivamente ocorreu na manhã de quarta-feira, 25. No Husf, o teste de meningite foi feito e deu positivo, mas Valdeci acabou falecendo por volta das 16h do dia 25.

Diante do fato, o Jornal Em Dia procurou a ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária), responsável pela gestão da UPA da Vila Davi, para obter informações. A organização social (OS) informou que “todos os procedimentos necessários foram tomados, embasáveis em protocolos internacionais, habitual na unidade, para averiguação do real estado que se encontrava, e condutas médicas compatíveis ao quadro. Exames realizados no paciente na ocasião do atendimento atestavam estabilidade clínica dentro da normalidade”.

A ABBC disse também que assim que constatou a piora no quadro clínico de Valdeci pediu a transferência do paciente, pois a UPA só atende casos de baixa e média complexidade.

“Ademais, é com muito pesar que recebemos a notícia de seu posterior óbito, entretanto reiteramos que o atendimento seguiu rigorosamente os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, informou a OS em nota.

A reportagem também entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, a qual declarou que abriu procedimento interno para apuração dos fatos. “A Secretaria Municipal Saúde de Bragança Paulista está levantando todas as informações acerca do ocorrido e posteriormente fornecerá todos os esclarecimentos necessários à solução do caso”, informou.

O Jornal Em Dia também fez outros questionamentos à Secretaria Municipal de Saúde acerca do assunto, mas a pasta os ignorou.

De acordo com a reportagem do G1, Bragança Paulista registrou, em 2015, 15 casos da doença e duas mortes. Em 2016, 20 casos foram confirmados e foram registradas quatro mortes. Em 2017, além da morte de Valdeci, teria sido registrada, no início de janeiro, a morte de um bebê de 36 dias, também por meningite.

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