O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Idoso é morto a tiros durante assalto a residência na zona rural e dois envolvidos já estão presos

Matéria publicada na edição de 4 de dezembro de 2016

 

O latrocínio, roubo seguido de morte, aconteceu em uma propriedade rural, no Sete Barras

Evaldo Garcia Alcova, 64, foi morto a tiros, depois de criminosos terem invadido sua chácara, no Sete Barras, por volta das 21h30, dessa quinta-feira, 1º, para cometer um assalto.

Conforme o boletim registrado, quando os ladrões entraram na propriedade rural, os cachorros começaram a latir e Evaldo teria saído com a arma em punho para averiguar o que havia acontecido, sendo, nesse instante, alvejado por um disparo de arma de fogo desferido pelos criminosos.

Após os disparos, os meliantes amarraram a esposa, a filha e um funcionário do idoso, com arames, os mandaram ficar deitados no chão e, em seguida, fugiram em sentido à Rodovia Benevenuto Moretto, roubando dois revólveres calibre 38, de propriedade da vítima. Segundo apurado posteriormente, Evaldo havia comprado as armas para se defender, haja vista que em julho deste ano já fora assaltado por três elementos armados, os quais subtraíram diversos objetos e telefones celulares naquela ocasião.

O Samu foi acionado e realizou manobras de ressuscitação, mas o idoso não resistiu e acabou falecendo, sendo seu corpo removido ao IML (Instituto Médico Legal) para realização de exames necroscópicos.

AS PRISÕES

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG), sob o comando do delegado José Glauco Silveira Lobo Ferreira, deu início aos trabalhos e, mediante pesquisas anteriores, chegou a um suspeito, o servente de pedreiro Celso R. Bueno, de 38 anos, localizando-o em uma residência no Jardim Lago do Moinho.

A abordagem foi realizada em uma rápida ação da Polícia Civil, em menos de 24 horas após o crime e, no local, o suspeito franqueou a entrada dos investigadores, alegando que nada tinha a esconder. Em revista ao imóvel, os policiais civis obtiveram êxito em localizar o revólver, calibre 38, com nove munições, em um coldre de couro, de propriedade da vítima, tendo Celso acabado por confessar o envolvimento no crime, porém, enfatizou que não foi ele quem atirou na vítima.

No imóvel, também foi apreendido o tênis utilizado por Celso na noite anterior durante a ação criminosa, e, em cima da geladeira, um simulacro de arma de fogo, o qual, segundo o acusado, ele usou para abordar a vítima.

Ao ser questionado, o homem alegou que cometeu o crime por necessidade.

Celso foi levado para a DIG, onde, após elaboração de boletim de ocorrência e apreensão dos objetos, foi encaminhado à Cadeia Pública de Piracaia.

A DIG continuou trabalhando a fim de identificar e prender os outros envolvidos. Assim, já no fim da tarde dessa sexta-feira, 2, o segundo elemento foi encontrado. De acordo com o delegado José Glauco, Adão D. Leandro é ex-cunhado de Celso e também mora no Jardim Lago do Moinho. Assim como Celso, Adão confessou o envolvimento no crime, mas também negou ter atirado.

Na casa de Adão, os policiais encontraram o coldre da segunda arma roubada na casa da vítima. O revólver teria sido jogado no mato por Adão, após a prisão de Celso, e mesmo após procurarem pela arma, os policiais não a encontraram.

O delegado titular da DIG destacou que na casa de Adão também foram encontrados muitos objetos roubados, o que comprova que a dupla vinha agindo na cidade há um bom tempo praticando assaltos.

Adão trabalhava como lixeiro e, na opinião de José Glauco, isso pode ter contribuído para os crimes que ele praticou, pois ele podia monitorar a rotina das vítimas, sem que fosse percebido.

Algumas vítimas de roubos chegaram a reconhecer Celso e Adão, de acordo com o delgado. “É importante ressaltar que a dupla presa pelo latrocínio também está envolvida em vários outros crimes. Agora, trabalhamos para identificar o terceiro envolvido”, disse José Glauco ao Jornal Em Dia, na manhã desse sábado, 3.

Dessa forma, as investigações prosseguem no intuito de chegar ao terceiro envolvido.

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player