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Presidente Tião do Fórum é investigado por suposta compra de votos

Matéria publicada na edição de 27 de novembro de 2016

 

O Ministério Público recebeu uma representação assinada pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN) contra o atual presidente da Câmara Municipal, vereador Tião do Fórum, que foi reeleito para o próximo mandato.

O PTN acusa Tião de compra de votos porque o vereador teria indicado um advogado para pessoas que não conseguem fazer a ligação de luz em suas propriedades, em razão de elas não serem regularizadas.

O vereador confirmou ao Jornal Em Dia que fez as indicações, porém, esclareceu que não pediu votos em troca disso e nem pagou o advogado para as pessoas. “Querem ligar isso com compra de votos, mas nada foi apurado contra mim até o momento”, disse Tião.

O vereador investigado contou que registrou um boletim de ocorrência, que também integra os autos da investigação, porque algumas pessoas teriam oferecido R$ 5 mil para reunir testemunhas contra Tião, as quais teriam de assinar uma declaração contra ele.

Além disso, Tião disse que o PTN seria uma espécie de “laranja” nessa história, pois a verdadeira interessada no assunto seria uma candidata a vereadora de seu partido, o Democratas, que não foi eleita.

O vereador também questionou o fato de a representação só ter sido apresentada um mês após as eleições e enfatizou que até agora não há processo contra ele por esse assunto, apenas um ato investigatório do Ministério Público. Após a conclusão dessa averiguação, o MP vai decidir se abre processo ou arquiva a denúncia.

“Se nada for provado contra mim, vou entrar com ação de danos morais contra todos que estão envolvidos nisso”, adiantou Tião.

A reportagem também entrou em contato com o presidente do PTN, Édson Fernandes de Oliveira. Ele contou que recebeu, de forma anônima, provas de que dezenas de pessoas teriam sido procuradas por um advogado ligado ao vereador Tião do Fórum, o qual oferecia seus serviços para o ingresso de processo objetivando a ligação de luz e o benefício da instalação de padrão mais barato, em troca de votos para Tião.

De acordo com Édson, a denúncia inclui cinco gravações e depoimentos de pessoas que teriam participado desse “esquema”.

“Algumas pessoas ficavam até indignadas quando o advogado falava o valor que elas teriam de pagar porque já tinham contratado outro advogado por quantia superior. Achavam que o outro advogado as estava explorando. E isso aconteceu na época eleitoral”, declarou.

O presidente do PTN local ainda enfatizou que fez seu papel de cidadão. “Não poderia ignorar. Tomei partido pelo que é certo”, analisou, afirmando não saber quem reuniu as provas e as entregou a seu partido.

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