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Mesmo com cerca de 80 escolas ocupadas contra a reorganização, Alckmin segue com o programa

No Parque dos Estados, descontentamento dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos que serão transferidos para o Jardim da Fraternidade é total

 

Na tarde desse sábado, 21, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, de acordo com reportagem do jornal Folha de São Paulo, reconheceu que aumentou para 74 o número de escolas ocupadas no estado contra a proposta do governo de reorganização escolar. Mas informações extra-oficiais dão conta de que já são mais de 80 escolas ocupadas.

Na quinta-feira, 19, em reunião com movimentos estudantis no Tribunal de Justiça de São Paulo, o secretário de Educação, Herman Voorwald, reafirmou o compromisso com a reorganização para 2016. No encontro, a secretaria chegou a propor suspender temporariamente a reorganização, caso os estudantes desocupassem as escolas.

Os estudantes apresentaram uma contraproposta ao governo na qual pedem: o não fechamento de nenhuma escola; o debate com a comunidade durante o ano de 2016, não somente até o término de 2015; o envolvimento de alunos, professores, pais, associação de pais e mestres, conselhos de pais e grêmio estudantil nas discussões; a ausência de punição a alunos professores e apoiadores das ocupações; e a participação dos formandos de 2015 nas discussões a serem realizadas em 2016.

A contraproposta deverá ser analisada nesta segunda-feira, 23, enquanto isso, a secretaria reafirma em seu portal o compromisso com a reorganização.

ESTUDANTES DO PARQUE DOS ESTADOS MANIFESTAM SEU DESCONTETAMENTO COM A NOVA POLÍTICA EDUCACIONAL

Em Bragança Paulista, a reportagem conversou com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Parque dos Estados e adjacências, que atualmente estudam na Escola Estadual Dr. Sílvio de Carvalho Pinto, e, devido à reorganização, a partir de 2016, terão de atravessar a Rodovia Capitão Barduíno e subir a ladeira da Rua Nove para estudar na Escola Estadual Dr. Fernando Amos Siriani, no Jardim da Fraternidade.

Os estudantes manifestaram suas preocupações e seu descontentamento frente à nova política educacional do governador do estado. “Aqui estamos em casa, lá não sabemos o que vamos encontrar”, manifestou-se um estudante, comentando sobre a antiga rixa existente entre moradores do Parque e do Jardim da Fraternidade, diante da qual o morador de um bairro não era bem-vindo no outro “chegando a ter gente daqui jurada de morte lá”.

Outro fator negativo é a localização da nova escola, que conforme afirmaram alguns estudantes não se encontra no centro dos bairros da região, como a Sílvio de Carvalho. “Aqui é bem mais fácil pra nós, podemos vir a pé que conseguimos chegar a tempo, lá vamos precisar de condução. A gente chega em cima da hora por causa do trabalho, lá, vai complicar a vida de todo mundo, com certeza, um monte de gente vai desistir”.

Maria Ap. Vieira Santos, aluna do 2° termo, mora no Parque dos Estados, vai depender de condução e reclama que até agora os alunos da EJA não sabem se terão direito a vale-transporte para poder estudar. “Só no ano que vem vamos saber. Isso preocupa. Gostaríamos de terminar aqui, só faltam seis meses”, lamentou.

A estudante Solangela Martins afirmou que muitos alunos não têm condição nenhuma de pagar ônibus e com isso poderão abandonar a escola. “O governo deveria ter se preocupado, em primeiro lugar, já que vai mexer com a gente, em dar transporte. Eu tenho carro e se não tivesse?”, questionou.

Outros estudantes que conversaram com a reportagem foram enfáticos em seu descontentamento. “Estudar na Fraternidade vai ficar bem mais complicado e mais perigoso para nós”. Maria Lenilza da Silva concluiu: “ponha ônibus que está tudo certo”.

No total, cinco turmas do período noturno na modalidade supletiva, atualmente oferecida pela Sílvio de Carvalho já estão sendo matriculadas na Fernando Amos Siriani para o ano letivo de 2016. A escola do Parque dos Estados funcionará apenas na modalidade Ensino Fundamental.

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