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Descaso com a Escola Antônio Dorival Monteiro de Oliveira motiva professores a reclamar

A coluna de hoje, 24, aborda um tema preocupante na cidade: a falta de manutenção e cuidado com os próprios públicos por parte da administração municipal.

Não é a primeira e nem será a última vez que o tema pauta reclamações. Já relatamos os transtornos causados por buracos nas vias públicas, mato alto em terrenos, praças, falta de sinalização adequada, bueiros entupidos, semáforos quebrados, enfim, toda a sorte de problemas corriqueiros, mas que a atual administração não resolve com a agilidade que deveria.

Desta vez, a falta de manutenção em uma escola municipal motivou professores a chamar a imprensa e colocar a boca no trombone.

Na manhã de quinta-feira, 21, professores da Escola Municipal Antônio Dorival Monteiro de Oliveira, entraram em contato com a redação do Jornal Em Dia para denunciar a calamidade em que se encontra o prédio, principalmente no período de chuvas.

A reportagem esteve no local e constatou que o pátio estava todo alagado, já que choveu muito na cidade de terça a quinta-feira e que a escola tem inúmeras goteiras.

Os funcionários que trabalham no setor de limpeza não venciam secar o pátio e as mesas. Há goteiras até no refeitório e é possível ver a água escorrendo pelas paredes, o que acarretou problemas à caixa de padrão de energia elétrica.

Em conversa com as professoras Adriana, Silvana, Cláudia, Sandra, Lenamar, Érica e Patrícia, elas contaram que, somente neste ano, de janeiro até agora, já foram feitos três ofícios à Secretaria Municipal de Educação. O mais recente foi feito em 2 de junho. Os documentos informam à secretaria sobre os problemas existentes na escola, principalmente no que diz respeito ao telhado. De acordo com as docentes, a Secretaria da Educação afirma que está fazendo licitação para realizar a obra.

Os pais também já vêm reclamando há anos da situação, mas também não são atendidos em seu anseio de ter melhorias na escola onde seus filhos estudam.

Foi relatado, ainda, que a E.M. Antônio Dorival Monteiro de Oliveira passou por reforma do telhado entre março e abril. A Secretaria de Obras teria colocado uma manta embaixo das telhas e forrado com PVC. De acordo com as professoras, entretanto, o serviço o qual chamam de caríssimo foi apenas gasto de dinheiro público e não investimento, haja vista que as goteiras aumentaram depois da obra. “O que era goteira se tornou cachoeira”, disseram as educadoras, as quais afirmaram que a Secretaria de Educação se defende dizendo que agora o problema é com as calhas as quais não dão conta do volume de água, mas também não resolve nada.

Durante conversa com as professoras, a diretora Patrícia Canquerine mostrou os diversos ofícios que enviou à secretaria em caráter de urgência, alertando inclusive do perigo de um curto-circuito, já que a água escorre feito cachoeira nas caixas de distribuição de energia da escola.

As professoras acrescentaram que as crianças convivem com esse transtorno há anos e que a desculpa da Secretaria da Educação é sempre a mesma, que está fazendo licitação para poder realizar os reparos.

A preocupação maior dos professores é com o risco de queda das crianças. Assim, nos dias de chuva, acabam ficando na sala com elas, mesmo no período do recreio, para evitar escorregões e tombos. “As crianças não têm espaços para realizar atividade nenhuma fora da sala em dias de chuva, nem mesmo nos espaços cobertos, pois esses ficam alagados. Há dias em que até mesmo o recreio é realizado dentro das salas de aula devido ao pátio estar alagado”, aponta a equipe docente do período da manhã.

Uma das professoras relatou que já caiu nas dependências da escola, devido ao piso molhado por causa das goteiras.

“Na saída, tem que ficar em cima dos alunos porque se algum deles cai e se machuca, os pais vêm em cima da gente, não vão reclamar na Secretaria da Educação. Nós é que somos responsáveis pelos alunos”, desabafou uma professora.

O grupo reclama ainda da falta de espaços adequados para oferecer aulas em diferentes locais. Conforme relatam as professoras, quando chove, sofrem com o problema de goteiras e pátio alagado. Já quando faz sol, as crianças ficam expostas ao calor, pois não há quadra coberta. Elas reivindicam a cobertura da quadra.

O refeitório da escola não é grande, mas, nos dias de chuva, fica ainda mais reduzido, porque há goteiras em algumas mesas também. Os alunos acabam tendo apenas duas mesas livres de água, nas quais podem merendar.

As professoras que conversaram com a reportagem do Jornal Em Dia também apontaram que está em construção, no mesmo bairro, uma escola de Ensino Infantil. Elas defendem a obra e acreditam que a nova escola será positiva para os moradores do local. Porém, cobram da Prefeitura a manutenção da escola principal.

O descaso e a demora da Secretaria Municipal da Educação em resolver o problema motivaram as professoras a chamar veículos de imprensa local para noticiar a situação.

“É um descaso muito grande com a nossa escola, conosco, com nossos alunos e com toda a comunidade”, conclui o grupo.

Na edição de 23 de janeiro de 2010, o problema de goteiras na Antônio Dorival Monteiro já existia. A reportagem já tinha conhecimento do fato e, em coletiva realizada no gabinete do prefeito João Afonso Sólis (Jango), foi perguntado: “Na área de Educação, a Escola Municipal Antônio Dorival Monteiro de Oliveira, no Jardim Iguatemi, que há anos sofre com problemas de goteiras, está incluída na lista de escolas que passarão por reforma em 2010?”. Na época, o prefeito Jango respondeu que sim, contudo, mais de dois anos se passaram e nada foi feito para solucionar de vez o problema.

Além disso, caros leitores, essa não é a única escola que precisa de reparos e que a secretaria informa que aguarda licitação para realizar a obra. Em março deste ano, o Jornal Em Dia recebeu reclamações de pais de alunos da Escola Municipal Francisco Murilo Pinto, os quais relatavam que os alunos estavam impossibilitados de usar o pátio porque a caixa d’água estava vazando. Em contato com a Secretaria Municipal da Educação, a informação foi que o problema dependia de licitação para ser sanado. O vazamento também não foi consertado até agora e as crianças continuam sem poder usar o pátio para brincar, limitadas ao pátio interno.

Cadê a manutenção, prefeito?!

 

Os leitores podem enviar sugestões de lugares que estão merecendo manutenção da Prefeitura. As informações serão analisadas e se constatada a relevância do fato, a reportagem do Jornal Em Dia estará no local para fotografar e verificar as reclamações. Basta enviar um e-mail para jornal@jornalemdia.com.br ou telefonar para (11) 4033-8383.

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